Um minuto
com Chico Xavier

por Regina Stella Spagnuolo

   

Perguntaram a Chico Xavier se, ante as lutas da vida, ele pensou em abandonar a mediunidade e seguir sua própria vida.

Sua resposta surpreendeu a todos:

“No princípio das tarefas, estranhei a disciplina a que devia submeter-me. Fiquei triste ao imaginar que eu era uma pessoa rebelde e, nesse estado de quase depressão, certa feita me vi, fora do corpo, observando um burro teimoso puxando uma carroça que transportava muitos documentos. Notei que o animal, embora trabalhando, fitava com inveja os companheiros da sua espécie que corriam livremente no pasto, mas viu igualmente que muitos deles entravam em conflitos, dos quais se retiravam com pisaduras sanguinolentas. O burro começou a refletir que a vida livre não era tão desejada como supusera, de começo. A viagem da carroça seguia regularmente, quando ele se reconheceu amparado por diversas pessoas que lhe ofereciam alfafa e água potável. Finda a visão-ensinamento, coloquei-me na posição do animal e compreendi que, para mim, era muito melhor estar sob freios disciplinares do que ser livre no pasto da vida, para escoicear companheiros ou ser por eles escoiceado”.

 

De Apostila com Histórias de Chico Xavier, do Grupo de Estudo Allan Kardec.


 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita