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por Waldenir A. Cuin

 

Quando vivemos o Evangelho


“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.”
 - Jesus


Quando compreendemos verdadeiramente o Evangelho de Jesus e o colocamos em prática, distribuindo inquestionável exemplificação, nos tornamos mais fraternos, solidários, humanos, compreensivos, tolerantes, resignados, sendo nossos gestos e ações reconhecidas vitrines de virtudes e boas maneiras.

Esse roteiro de luz, bússola de nossas vidas – o Evangelho – passa a comandar nossos sentimentos. Então, desejamos servir com mais intensidade os irmãos do caminho.

Queremos trabalhar bem mais para que a felicidade encontre morada em todos os corações, entendendo que não haverá paz na Terra enquanto uma única criatura estiver desajustada.

Teremos mais motivos para agradecer nossos dias e menos razões para reclamar.

Estaremos prontos para fazer bem feito as tarefas que nos foram confiadas.

Não teremos tempo para ficar observando os serviços que os companheiros estão realizando, pois que estaremos empenhados com o cumprimento dos deveres que nos competem.

O ciúme desaparecerá definitivamente do nosso comportamento, pois que, quando observamos alguém projetando-se mais do que nós mesmos, nós o veremos como criatura que mais se esforçou.

Estudaremos mais, uma vez que entenderemos que somente a verdade será capaz de afastar as trevas da nossa ignorância.

Veremos em cada ser humano um irmão de verdade, que luta e se esforça para domar as suas más tendências.

Os defeitos alheios conseguiremos ignorar, para ressaltar, nos amigos, as virtudes que carregam.

Nossas palavras não serão de críticas infundadas, nem de comentários infelizes, mas de aplauso, incentivo e compreensão para com todos os que laboram conosco.

A revolta não fará morada em nosso âmago, pois que o entendimento das Leis de Deus nos proporcionará recursos para em tudo vislumbrar a Justiça de Deus.

A preguiça e o comodismo cederão lugares para o dinamismo e a perseverança, em que cada minuto disponível será uma mensagem de trabalho em favor do nosso adiantamento moral.

O egoísmo e o orgulho, essas chagas que agridem a humanidade, desaparecerão, possibilitando a chegada do amor verdadeiro que unirá todos os homens, destruindo as barreiras religiosas, de raça, de cor e de posição social.

Assim quando o Evangelho de Jesus deixar de ser teoria, apenas uma letra, e se transformar em vivência prática, muito mais do que oferendas materiais, estaremos ofertando ao mundo o nosso coração, bem como os nossos sentimentos sublimados e nobres.

Então, com urgência, devemos observar atentamente o nosso íntimo, procurando detectar o conteúdo daquilo que estamos divulgando, para identificar nosso estado evolutivo.

Mas, se ainda em nosso âmago existir lugar para a inveja, o ciúme, o rancor, a mágoa, a fofoca, a violência ou qualquer sentimento inferior, é sinal de que apenas seguramos o Evangelho do Cristo nas mãos, mas ainda não conseguimos aprender as suas inequívocas e notáveis lições.

Pensemos nisso.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita