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por Fernando Rosemberg Patrocínio

Amor, o mais puro e excelso amor


O Espiritismo abrange todos os campos da Humanidade terrena e, inclusive, como é óbvio, o da Sexualidade, tema estudado tanto pelos nossos intelectuais como pelos Espíritos sábios, e, portanto, o tão singelo escrito de nossa modesta autoria é mui breve e falho, sobretudo quando se lhe compara com aqueles autores renomados.

Mas não custa tentar e dizer que, para nós, os espiritistas, somos, nós todos da Humanidade terrena - que, aliás, é parte da Humanidade universal -, somos todos irmãos e filhos de um mesmo Pai Universal, que, por Jesus, seu enviado, devemos nos AMAR uns aos outros praticando sempre o bem e, pois, se auxiliando mutuamente por meio da caridade, do perdão incondicional, e, isto, para nós espiritistas: resume Tudo de nossas vidas transitórias, mas imortais pela eternidade que nos espera. Assim, pois, para não falar muito, vamos ao essencial de cinco (5) casos de sexualidade diversa para nossas reflexões:

(1) Já vimos uma situação de duas lindas crianças gêmeas, do sexo feminino. A partir dos seis anos de idade, uma delas, não se conformando com sua sexualidade física, passara a usar roupas masculinas, a cortar o cabelo como menino e a brincar, pelo contrário, não mais com bonecas ou com meninas, pois, a partir daí, passara a se comportar como o seu oposto sexual (Homem) e não mais com o seu sexo físico (Mulher); o que se dá até hoje!

De estudos com amigos de nossa modesta Casa Espírita, pudéramos chegar à conclusão de que tal garota recusara o sexo de superfície, da vida atual, e abraçara o sexo outro, ou seja, do seu psiquismo de profundidade, de vidas passadas como Homem, que, ainda agora, se manifesta mui poderosamente em sua estrutura psíquica, que recusa a instrumentalidade feminina.

O que, evidentemente, a entristece, a decepciona, fazendo-a sofrer pelo fato de não ser, exteriormente, o que, interiormente, ela, ou, ele, é!

(2) Neste segundo caso trazemos à tona o que nos fora observado em um Homem cujo comportar era, mesmo, de conformidade com um Homem normal; porém, um dia, ele nos confessara ter sido um homossexual até os 40 anos de idade. Sendo que, hoje, ele cuida já, há mais de 10 anos, de uma criança recusada pelos pais, donde ele, a partir de então, e, com sua autorização, levara a referida para a sua casa se lhe tornando o papai e a mamãe amorosos da mesma; e sua vida mudara para sempre, não mais sentindo os desconfortantes apelos sexuais por elementos do mesmo sexo!

Achamos que isso são coisas do Amor, do sempre e eterno Amor!

(3) Já, neste terceiro caso, temos o fato de um Homem muito sério e muito profissional, de um comportar na sociedade como tal mesmo, ou seja, como indivíduo do sexo masculino; todavia, sua mãezinha, muito querida, e muito amiga de nossa família, nos informara, em segredo, que o seu filho é um homossexual, que, por tal, ele sentia muita vergonha de sê-lo e de manifestá-lo publicamente; mas, o tal do psiquismo de profundidade, de vidas passadas, era e é, ainda, muito forte em sua presente pessoa!

Para dita mãezinha, o filho se sentia muito constrangido de ser o que era, mas ele não reunia forças, e ainda não tem, para recusar o seu pretérito em tal linha de comportar-se sexualmente.

Óbvio que compreendemos, e fica aqui o nosso maior respeito para com ele, para com a mãe, e, para com todos - (e, das mais diversas situações do LGBTQIAPN+) -, pois que “Deus é Amor” e ama a todos de modo igual, e, pois, indistintamente do seu sexo de superfície, ou, de profundidade, seja ele qual for; ora essa!

(4) Neste, por sua vez, citamos o caso de um menino que assim o fora e assim se comportara até os 18 anos mais ou menos. A partir de tal se assumira “mulher” e passara a vestir-se e comportar-se como tal. Apesar da recusa dos pais, dos parentes e dos vizinhos, ele não se retratara e, hoje, como “mulher”, se veste como tal e, por sinal, é pessoa respeitada por todos, e, inclusive, tem namorado, e etc. e etc. e tal.

Ora, condenar pra quê? Somos todos irmãos!

(5) Para finalizar, citamos o caso de duas senhoras por volta dos seus 40 anos que, morando juntas, vivem bem, se relacionam com os vizinhos muito bem, e, em público, andam de mãos dadas e etc. e tal.

E perguntamos: - E daí? Amor tem sexo?

Creio que não!

Portanto, vamos nos respeitar e nos amar mais, independente de sexo!

Mas AMAR em maiúsculo, em Cristo Jesus e em Deus-Pai que não olha o sexo do seu filho, mas SIM o seu Coração!

Pois que, afinal, Espírito não tem sexo! Ou, explicando melhor: em regiões espirituais mais próximas da Crosta terrena é óbvio que os Espíritos conservam sua instrumentalidade sexual; contudo os Espíritos elevados, e, pois, em sua condição de pureza, não têm sexo, mas tão somente: Amor, o mais puro e excelso amor!             

 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita