O
que é ser
espírita?
Existem alguns
pressupostos
fundamentais que
determinam se o
indivíduo é ou
não é espírita,
quais sejam: Deus;
Imortalidade da
alma;
Comunicações dos
Espíritos;
Reencarnação;
Pluralidade dos
mundos
habitados e Evangelho
de Jesus.
Deus
No Espiritismo,
Deus é
compreendido
como a causa
primária de
todas as coisas,
o ser supremo,
eterno,
imutável,
imaterial,
único,
todo-poderoso, o
amor infinito e
soberanamente
justo e bom.
A ideia de Deus
no Espiritismo
transcende a
visão
antropomórfica e
punitiva. Deus é
entendido como a
inteligência
suprema do
universo, cujos
atributos são
expressos na
perfeição das
leis naturais. A
Doutrina
Espírita ensina
que as leis
divinas são
naturais e
imutáveis, não
se modificando
conforme as
concepções
humanas, sendo
acessíveis à
razão. Dessa
forma, o estudo
dessas leis é
fundamental para
a evolução moral
e intelectual do
ser humano.
Imortalidade da
Alma
A imortalidade
da alma é um
princípio
basilar no
Espiritismo.
Segundo a
doutrina
espírita, a alma
(o Espírito) não
morre com o
corpo físico,
mas continua a
sua existência
no plano
espiritual.
A vida continua
após a morte do
corpo, em um
processo
contínuo de
evolução. A
morte não é um
fim, mas uma
transformação,
um estágio na
jornada imortal
do espírito.
A alma, ou
Espírito, é
vista como
imortal/indestrutível,
apenas mudando
de forma e
circunstâncias
de acordo com o
seu grau de
evolução. Essa
perspectiva
permite uma
visão
consoladora
sobre a morte,
pois não é vista
como um fim
abrupto, mas
como uma
continuidade da
jornada
espiritual.
Comunicações dos
Espíritos
As comunicações
dos espíritos
com os “vivos”
são um dos
pilares do
Espiritismo,
sendo
investigadas e
estudadas desde
os primeiros
trabalhos de
Allan Kardec.
Os Espíritos,
que são seres
imortais e
dotados de
consciência,
podem se
comunicar com os
encarnados
através de
diferentes
meios, como a
mediunidade.
A mediunidade é
entendida como
uma faculdade
natural que
alguns
indivíduos
possuem (em
maior ou em
menor grau),
permitindo a
comunicação com
os Espíritos.
A doutrina
ensina que essas
comunicações não
são aleatórias
ou miraculosas,
mas sim
fenômenos
explicáveis por
leis naturais,
que ainda estão
sendo estudadas
e compreendidas.
Além disso, as
mensagens dos
Espíritos têm um
caráter
pedagógico,
muitas vezes
oferecendo
conselhos,
esclarecimentos,
conforto e
orientações
sobre a vida
espiritual e o
caminho
ético-moral.
Reencarnação
A reencarnação,
ou a volta do
Espírito ao
mundo material
em diferentes
corpos humanos,
é um dos
princípios mais
marcantes do
Espiritismo. A
doutrina ensina
que o Espírito
reencarna em um
novo corpo com o
objetivo de
continuar seu
processo
evolutivo,
superando suas
imperfeições
morais e
adquirindo novos
conhecimentos e
virtudes.
A reencarnação é
vista como uma
oportunidade de
aprendizado,
onde o Espírito,
ao longo de suas
existências,
pode corrigir
erros passados e
buscar a
perfeição. A
ideia de
reencarnação
está intimamente
ligada à justiça
divina, pois ela
permite que cada
Espírito tenha
várias
oportunidades de
evolução,
dependendo de
seu
livre-arbítrio e
das escolhas que
faz em cada
existência.
Pluralidade dos
Mundos Habitados
O Espiritismo
ensina que o
universo é vasto
e,
consequentemente,
povoado por
seres em
diferentes
estágios de
evolução.
A pluralidade
dos mundos
habitados é a
ideia de que
existem muitos
outros planetas
no universo onde
seres vivos, em
diferentes
estágios
(ético-morais,
materiais e/ou
espirituais) de
desenvolvimento,
habitam e
evoluem.
A Terra, para o
Espiritismo, não
é um ponto
isolado, mas um
dos muitos
mundos em que a
vida se
manifesta. Além
disso, o
Espiritismo
confirma que os
seres humanos
podem, após a
morte e em
estágios
evolutivos mais
avançados,
habitar outros
mundos, em
consonância com
o grau de
perfeição
alcançado. Essa
visão amplia a
compreensão
sobre a
existência
humana,
colocando-a
dentro de um
contexto
universal e
eterno.
Se pararmos para
refletir com
seriedade, o
Criador não
teria criado um
número
incalculável de
estrelas e
mundos para
haver somente
vida na Terra.
Por fim, há
ainda o
Evangelho de
Jesus.
Evangelho de
Jesus
O Evangelho de
Jesus é central
na moral
espírita, sendo
entendido não
apenas como um
conjunto de
preceitos
religiosos, mas
como um guia
prático para a
evolução moral
do espírito.
A mensagem de
Jesus, no
Espiritismo, é
vista como a mais
alta expressão
da moral e da
ética universal.
Seu ensinamento
de amor, perdão,
caridade,
humildade e
paciência é
visto como o
caminho para a
verdadeira
transformação do
ser humano. Ele
é o modelo que o
Criador enviou
para que todos
nós, humanos,
tivéssemos um
roteiro seguro
para as nossas
existências.
A Doutrina
Espírita ensina
que os
ensinamentos de
Jesus não se
limitam a um
contexto
histórico, mas
são universais,
aplicáveis em
todos os tempos
e lugares.
Os espíritas,
portanto,
consideramos o
Evangelho como
uma referência
constante para a
construção de
uma sociedade
mais justa e
fraterna,
baseada nos
princípios do
amor ao próximo
e da busca pela
perfeição moral.
O Espiritismo
oferece uma
visão integrada
da vida, em que
os seres humanos
são entendidos
como espíritos
em processo de
evolução
contínua,
através da
reencarnação e
das leis
universais de
causa e efeito.
Ao dar um novo
entendimento
sobre Deus, a
imortalidade da
alma, as
comunicações
espirituais, a
reencarnação, a
pluralidade dos
mundos habitados
e o Evangelho de
Jesus, o
Espiritismo
busca
proporcionar um
entendimento
profundo sobre a
realidade da
existência,
oferecendo
respostas
consoladoras e
racionais para
as questões mais
existenciais da
vida.
A prática
espírita,
fundamentada no
amor, na
caridade e no
conhecimento das
leis divinas,
propõe um
caminho de
transformação
espiritual para
o indivíduo e
para a
coletividade.
Para além destes
preceitos
fulcrais, que
tornam uma
pessoa espírita;
há também outro,
não menos
importante e
sobejamente
conhecido pela
seguinte frase
insculpida em O
Evangelho
Segundo o
Espiritismo que
diz: “Reconhece-se
o verdadeiro
espírita pela
sua
transformação
moral e pelos
esforços que
emprega para
domar suas
inclinações más”.
Se envidamos
esforços para a
cada dia sermos
melhores e
acreditamos nos
postulados
supracitados,
podemos ser
considerados
espíritas.