Isa Rita Polito
Vita:
“O homem precisa
acordar com
urgência para a
reforma íntima”
A escritora e
palestrante
mineira fala-nos
sobre seu
trabalho na
seara espírita e
suas obras
literárias de
cunho espírita
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Isa Rita Polito
Vita (foto),
mineira de Juiz
de Fora,
escritora
premiada e
palestrante
espírita, é
diretora do
Departamento de
Assistência
Social no Centro
Espírita D.
Pedro II, de
Juiz de Fora.
Seus trabalhos
publicados –
contos e romance
– primam pela
boa divulgação
dos ensinamentos
espíritas. Nesta
entrevista ela
nos fala sobre
sua iniciação no
Espi-
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ritismo, suas
obras e também
sobre o trabalho
que vem
realizando nas
lides
espíritas.
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Como e quando se
tornou espírita?
Bem, aconteceram
concomitantemente
diversas
situações:
fenômenos de
efeitos físicos
na nossa casa,
como objetos que
voavam, cadeiras
de balanço que
balançavam
sozinhas, passos
no assoalho,
entre outros;
perda de um ente
querido;
manifestações
mais acintosas
com um cunhado,
que nos convidou
a buscar, junto
com ele, a
Doutrina
Espírita para as
respostas a
tantas coisas
que não sabíamos
explicar. Isso
se deu em 1992.
Havia chegado a
nossa hora de
conhecer essa
doutrina
maravilhosa que
tudo nos
esclarece e tira
o véu dos
mistérios.
Suas palestras
espíritas primam
por conteúdos
muito
pesquisados e
bem
apresentados.
Esta deve ser a
regra para
aqueles que
desejam atuar
como
palestrantes
espíritas?
Sim, porque é
uma
responsabilidade
muito grande
passarmos os
conhecimentos da
Doutrina
Espírita, o que
deve ser feito
de forma bem
clara e
verdadeira.
Lembremos que
estamos sendo
ouvidos por
encarnados e
desencarnados.
Dependendo do
assunto, a
espiritualidade
maior grava a
palestra para
levá-la a
diversas regiões
na
espiritualidade
e, às vezes, são
colocados
alto-falantes na
sala da palestra
pública e vai
direto para as
regiões que
precisam
ouvi-la.
Portanto, é
imprescindível
que as
informações
sejam fidedignas
à Doutrina
Espírita.
Qual a forma
ideal para
mantermos
lealdade a Allan
Kardec?
É nos mantermos
em constante
leitura do
Pentateuco
Kardequiano, que
contém a
Doutrina dos
Espíritos. A
Doutrina foi
ditada por eles,
Kardec a
compilou
brilhantemente.
Portanto, toda
nova leitura que
nos for
apresentada
devemos ter o
cuidado de
compará-la com
os ensinamentos
doutrinários
para ver se ela
está de acordo
com eles.
Lembremo-nos de
uma das
assertivas de
Kardec: “usar o
crivo da razão”.
Como vê as obras
subsidiárias
existentes na
Literatura
Espírita?
É preciso estar
atento a todas
as obras que nos
sejam
apresentadas,
como disse
anteriormente.
Assim fazia
Amélie Boudet,
esposa de Allan
Kardec, após o
seu desencarne,
antes de
publicar
qualquer artigo
na Revista
Espírita. Ela
usava o crivo da
razão, ou seja,
comparava a obra
com a Doutrina.
Isso não quer
dizer que não
sejam bem-vindas
as obras
subsidiárias;
pelo contrário,
quanto mais
esclarecimentos
tivermos mais
conscientizados
estaremos.
Em sua opinião o
que o público
que frequenta
reuniões
públicas mais
necessita ouvir?
Essa questão é
difícil de
responder, visto
que somos
afeitos a erros.
Todos os
ensinamentos de
Jesus são
necessários
serem ouvidos
para que
tenhamos
parâmetros para
buscar o caminho
do crescimento
espiritual,
afinal esse é o
nosso objetivo
de estarmos
reencarnados:
chegar à
perfeição
relativa.
Absoluta, só
Deus. Por isso é
importante
constantemente
ouvirmos o valor
do perdão, da fé
inabalável, do
amor ao próximo,
da caridade, do
combate ao
egoísmo e
orgulho etc. O
homem precisa
acordar
urgentemente
para a reforma
íntima.
Em suas
palestras, o que
mais gosta de
passar para o
público?
São as passagens
do Mestre Jesus,
que, através do
exemplo, deixou
para nós uma
norma de conduta
que, se
soubermos
seguir,
estaremos no
caminho certo
para o
crescimento
espiritual. Suas
parábolas são de
uma riqueza
imensa e, se bem
analisadas,
poderemos ver
nas entrelinhas
muito mais do
que se imagina.
Percebe maior
receptividade do
público em
palestras
públicas?
Acho que a
participação é
cada vez mais
efetiva, haja
vista que alguns
fazem perguntas
pertinentes,
mostrando
interesse pelo
conhecimento,
além de trazerem
exemplos que
complementam o
assunto
abordado.
Sabemos da sua
fértil produção
literária.
Fale-nos sobre
ela.
Para as
crianças,
escrevo
histórias
trazendo os
ensinamentos de
Jesus, como a
importância do
amor, da
caridade, do
perdão, da
humildade,
combate a todo
tipo de
preconceitos
etc. Para os
adultos,
preocupo-me em
fazer chamadas
comportamentais
de toda sorte,
como a
preservação da
natureza, o
respeito e amor
ao próximo, a
caridade, o
combate ao
aborto, os
preconceitos, a
anorexia, o
bullying.
Atualmente estou
trabalhando em
um segundo livro
psicografado.
Fale-nos sobre
os inúmeros
prêmios que tem
recebido.
Tenho recebido
medalhas e
troféus, tanto
para as
histórias
infantis, como
também para os
contos, crônicas
e poesias, em
diversos salões
das cidades do
Rio de Janeiro e
até mesmo em
salões
militares.
É notória sua
paixão pelo
personagem D.
Pedro II.
Gostaria de
dizer algo sobre
este tema?
Sou trabalhadora
do Centro
Espírita D.
Pedro II.
Realmente existe
uma grande
admiração por
ele. Primeiro
porque ele, o
Longinus, foi
convocado pelo
próprio Jesus
para exercer o
cargo de
Imperador do
Brasil. Depois
pelo que ele
representou na
nossa Pátria. Um
homem probo,
caridoso,
honesto e
humano, que
soube governar
com amor e
equilíbrio. Sua
demora em acabar
com a escravidão
foi devido à
sensatez em
acabá-la
paulatinamente,
num país de
economia
escravocrata.
Sempre mostrou
seu repúdio a
essa
desumanidade.
Cumpriu aquilo
que prometeu a
Jesus até o fim
e foi muito
digno perante a
ingratidão do
povo que o levou
ao exílio,
oferecendo-lhe
quatro toneladas
e meia de ouro,
que ele recusou.
Na Pátria
Espiritual ainda
vela pelos
nossos
destinos.
Sua participação
constante nos
Centros
Espíritas
certamente a tem
gratificado. O
que diria
àqueles que
frequentam os
Centros apenas
uma vez por
semana?
O que precisamos
é incentivar os
frequentadores a
buscarem ampliar
os conhecimentos
dentro e fora
das portas dos
Centros
Espíritas.
Lembrar-lhes que
todos os Centros
Espíritas
oferecem estudos
não só do
Pentateuco
Kardequiano, mas
também de outros
livros
importantes.
Cabe aos
trabalhadores
espíritas fazer
que entendam
quanto é
importante a
participação
deles no
movimento
espírita,
principalmente
quanto ao
auxílio aos mais
carentes.
Ressaltar que
devemos ser
solidários aos
que vivem em
orfanatos,
asilos,
hospitais, nas
ruas, enfim em
todas as
situações
desfavoráveis.
A música
espírita deve
ter espaço nos
Centros?
Sim. Importantes
são esses
momentos, pois a
música harmoniza
o ambiente,
dulcifica
nossos corações
e traz uma paz
que é necessária
aos trabalhos.
Lembremo-nos da
grandiosa obra
de André Luiz
que nos relata
os momentos
emocionantes
quando a música
é executada.
Então,
perguntamos: Por
que não?
Fale-nos da
passagem do
Evangelho que
mais marcou sua
vida.
São várias
passagens
importantes,
como a que Jesus
nos ensina que
não devemos
postergar o
auxílio ao
próximo, que ele
seja feito no
momento da
precisão, pois
mais à frente
pode ser tarde.
Outra
advertência
muito importante
é não julgar
para não ser
julgado, mesmo
porque a nossa
visão é sempre
parcial e,
portanto, pode
ser injusta.
Fale-nos de sua
participação no
programa
radiofônico “O
Espiritismo Está
no Ar”,
transmitido de
segunda a
sexta-feira pela
TransFm, pela
internet.
Essa
participação é
muito
gratificante
para mim, pois é
a oportunidade
de divulgar a
Doutrina
Espírita para o
público da
cidade de Juiz
de Fora, no
Brasil inteiro e
ultrapassar
nossas
fronteiras indo
até irmãos de
outros países. A
programação é
bem preparada
pelo nosso irmão
José Geraldo
Pedrosa, que nos
possibilita
levar o
conhecimento
doutrinário de
uma forma
simples, mas
muito
esclarecedora e
fidedigna à
Doutrina
Espírita.
Você aceita
convites para
fazer palestras
fora da sua
cidade?
Certamente que
sim, pois não se
deve recusar os
convites para a
divulgação da
Doutrina
Espírita. Já fiz
palestras em
outras cidades.
Meu contato é:
isavitarita@gmail.com
Agradecemos e
pedimos que nos
deixe suas
palavras finais.
Senti-me muito
honrada em ser
entrevistada por
esta revista que
tem uma grande
repercussão e
credibilidade no
movimento
espírita, além
do que quem me
entrevistou é um
grande amigo de
longa data, um
grande
trabalhador e
escritor da
seara espírita,
Guaraci de Lima
Silveira, que me
possibilitou
através desta
entrevista
reforçar a
importância da
divulgação
doutrinária.
Espero ter
contribuído de
alguma forma
para a visão da
atualidade
espírita. Como
palavras finais,
faço uma
rogativa para
que todos que
estiverem lendo
estas palavras
parem um minuto
e façam uma
prece pela paz
do mundo. Desejo
que todos sejam
envolvidos pelo
manto de amor e
luz de Maria
Santíssima.
Muito grata!