Tudo pronto para o início de
mais uma entrevista.
Gravador ligado, mil
perguntas elaboradas no
papel e na mente, e Chico
Xavier, solícito, à
disposição!, Durante uma
hora, respondeu calma e
objetivamente a todas as
questões dos jornalistas.
Atentemos para a resposta
muito oportuna de Emmanuel.
P- A doutrina espírita é
acusada de, ao se preocupar
somente com a vida no além,
ajudar a manter o sistema
político vigente, por não se
preocupar com o progresso
material e político do homem
na Terra. O que acha?
R- É muito interessante
isso, mas não desejamos
abusar, desprestigiar,
desprimorar mesmo a figura
de Jesus Cristo. É
importante considerar que
Jesus cogitou muito da
melhora da criatura em si.
Auxiliou cada companheiro no
caminho a ter mais fé, a
amar os seus semelhantes,
ensinou os companheiros a se
entreajudarem de modo que
nós vimos Jesus sempre
preocupado com o homem, com
a alma. Não nos consta que
ele tivesse aberto qualquer
processo de subversão contra
o Império romano, nem mesmo
contra a Palestina ocupada.
Então, o espírita não é
propriamente uma pessoa
conformada do ponto de vista
negativo.
Conformismo em Doutrina
Espírita tem o sinônimo de
paciência operosa. Paciência
que trabalha sempre para
melhorar as situações e
cooperar com aqueles que
recebem a responsabilidade
da administração de nosso
interesses públicos.
Em nada nos adiantaria
dilapidar o trabalho de um
homem público, quando nosso
dever é prestigiá-lo e
respeitá-lo tanto quanto
possível e também colaborar
com ele para que a missão
dele seja cumprida.
Porque é sempre muito fácil
subverter as situações e
estabelecer críticas
violentas ou não em torno
das pessoas. Nós precisamos
é da construtividade. Não
que estejamos batendo palmas
para esse ou aquele, mas
porque devemos reverenciar o
princípio da autoridade,
porque sem disciplina não
sei se pode haver trabalho,
progresso, felicidade, paz
ou alegria para alguém.
Veja a natureza: se o sol
começasse a pedir
privilégios e se a Terra
exigisse determinadas
vantagens, o que seria de
nós com a luz e o pão de
cada dia?
Do livro “Entender
Conversando”, de Chico
Xavier e Emmanuel.
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