Uma
das coisas mais
admiráveis da Obra
Divina é a amizade entre
os seres, o apego entre
as criaturas humanas,
aquele fascínio, aquela
empatia, ou seja, aquela
tendência para se sentir
o que o outro sente,
caso este experimente
certas situações,
circunstâncias.
Algumas pessoas dizem
preferir amar os animais
a amar os semelhantes,
tendo como "amigo fiel"
um cão, por exemplo.
Segundo alguns, um cão
"jamais exige". Pudera!
O animal não fala! Quem
não é capaz de amar como
se deve os semelhantes
não é capaz de realmente
amar animais, plantas,
rios, mares, o ar que
respira etc. O
verdadeiro amor traz
alegria, é o antegozo da
plena ventura.
Não
existe coisa melhor
neste mundo que o apoio
de um coração amigo,
quando, principalmente,
das horas difíceis; um
amigo do peito, gente
nossa, jamais se
esconderá se procurado,
e sempre reconhecerá um
benefício recebido. Ter
amizade é como possuir
uma flor viva de
exuberante frescor e
inebriante aroma que
impregna a alma,
dando-lhe energia moral.
Comparo uma amizade
íntegra, sem artifícios,
sem segundas intenções a
certas flores que,
conforme sua forma e
cor, são capazes de
sensibilizar
sobremaneira. Amizade é
mesmo também uma maneira
de se dizer que a vida
pode ser maravilhosa,
que existe luz no final
do túnel...
Todavia, o mais
importante numa amizade
é o resguardo dos
rigores da incompreensão
que não sabe divisar
quando o direito de um
amigo começa e o nosso
termina. Ninguém pode
colher os frutos da
cordialidade em terreno
onde nunca semeou ou no
qual, se semeou, deixou
de dispor do necessário
à subsistência, aos
cuidados imprescindíveis
da cultura do não ferir,
do não exigir a prática
ou a recusa de certas
condutas ou o acatamento
a situações sem
ponderar. Amizade é
questão de
sensibilidade, de ética.
Sim,
não há alegria, prazer
de viver, sobretudo,
crescimento espiritual
onde não houver um
sentimento fiel de
afeição que caracteriza
uma bela amizade.
Amigos, todavia, se
obtém por mérito, pela
nossa conduta exemplar,
e a regra básica é a que
indica Mestre Jesus:
"Faça ao próximo tudo o
que deseja para si
próprio", isto é, o Bem.
O resto é conversa
fiada, só perfumaria.
A
amizade é como um
bálsamo nas aflições da
vida. Esforcemo-nos por
onde possuir o maior
número possível de
amigos, enquanto aqui
permanecermos, uma vez
que, para isso, Deus nos
permitiu renascer no
mesmo planeta, e "não se
turbe o vosso coração"
(segundo assim dizia o
Mestre): com as
mesmíssimas pessoas de
outras existências ou,
pelo menos, com algumas
delas.
Atentemos nesta máxima
tão conhecida de nós,
espíritas: "A Terra é um
planeta de provas e
expiações"... Pois bem.
Nem mesmo Jesus, que deu
sublimes exemplos da
mais pura amizade,
conseguiu conquistar
amigos a mancheias; nem
mesmo no âmbito das
relações mais íntimas.
Paciência.