Texto para leitura
34. A lei da
reencarnação acha-se
indicada em muitas
passagens do Evangelho:
na conversa com
Nicodemos (João, III, 3
a 8); no comentário
sobre o cego de nascença
(João, IX, 1 e 2); na
referência a Elias
(Mateus, XI, 14 e 15); e
na alusão ao filho do
homem, que os apóstolos
entendiam ser o retorno
de algum dos profetas
(Mateus, XVI, 13 e 14;
Marcos, VIII, 28). (PP.
46 a 48)
35. Dentre os padres da
Igreja, Orígenes é um
dos que mais
eloqüentemente se
pronunciaram a favor da
reencarnação. São
Jerônimo o considera,
depois dos apóstolos, o
grande mestre da Igreja.
Na realidade, a questão
da pluralidade das
existências da alma
jamais foi resolvida
pelos concílios. (PP. 50
e 51)
36. Os primeiros
cristãos comunicavam-se
com os Espíritos dos
mortos e deles recebiam
ensinamentos. (P. 51)
37. As provas dessas
relações são abundantes
no Antigo e no Novo
Testamento. Num como
noutro, encontram-se
aparições de anjos e de
Espíritos dos justos,
avisos e revelações
feitos pelas almas dos
mortos, o dom da
profecia e o dom de
curar, sem falar das
aparições do próprio
Jesus, que também
recepcionou no Tabor a
Elias e Moisés. (P. 52)
38. Em hebraico, o
verdadeiro sentido da
palavra anjo (melach) é
mensageiro. (P.
52)
39. As aparições do
Cristo depois de sua
morte constituem a base,
o ponto capital da
doutrina cristã. Foi por
isso que São Paulo
disse: “Se o Cristo não
ressuscitou, é vã a
vossa fé”. (P. 54)
40. Jesus, de acordo com
a Igreja, teria
ressuscitado com o seu
corpo carnal. Isso é
contrário ao primitivo
texto do Evangelho:
aparições repentinas,
com mudanças de forma,
que se produzem em
lugares fechados, não
podem ser senão
manifestações espíritas,
fluídicas e naturais.
Jesus ressuscitou, como
nós todos
ressuscitaremos.
Clemente de Alexandria
refere uma tradição que
circulava ainda no seu
tempo, segundo a qual
João enterrara a mão no
corpo de Jesus e o
atravessara sem
encontrar resistência.
(P. 55)
41. Apenas em época
recente essa ordem de
manifestações pôde ser
estudada pela Ciência.
Graças às observações de
numerosos sábios, a
existência do mundo dos
Espíritos foi
positivamente
estabelecida. (P. 57)
42. Conseguiu-se
reconhecer a presença em
cada ser humano de um
duplo fluídico que
sobrevive à morte, no
qual foi reconhecido o
envoltório imperecível
do Espírito. (P. 57)
43. Em Patmos, João vê
aparecer um gênio que,
inicialmente, ele quer
adorar, mas que lhe
afirma ser o Espírito de
um dos profetas. Muitos
Espíritos foram assim
confundidos com anjos e
até com Deus. (P. 58)
44. O Cristianismo
primitivo afeta, pois,
esse caráter particular
de ter aproximado as
duas humanidades, a
terrestre e a celeste,
tornando mais intensas
as relações entre os
homens e os espíritos,
como ocorreu com Paulo à
entrada de Damasco.
Paulo fala dos dons
mediúnicos em sua
primeira epístola aos
Coríntios. (P. 59)
(Continua na próxima
edição.)