ANGÉLICA
REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná
(Brasil)
A Alma é Imortal
Gabriel
Delanne
(8ª
Parte)
Damos
continuidade ao estudo
do clássico A Alma é
Imortal, de Gabriel
Delanne, conforme
tradução de Guillon
Ribeiro, publicada pela
Federação Espírita
Brasileira.
Questões preliminares
A. Episódio semelhante
ao de Blaise Pascal
ocorreu com o poeta
Vergílio. Como, neste
caso, a vidente teve
certeza de sua vidência?
R.: A médium vidente
disse, ao descrevê-lo,
que Vergílio tinha um
rosto forte e as
aparências de um homem
robusto e sadio, mas
essa descrição foi
considerada suspeita,
porque os traços de
Vergílio deveriam ser
delicados, uma vez que
ele fora muito feminil,
“mais mulher do que uma
mulher”. A vidente nada
podia fazer, até que
nuns trabalhos de
reparação que se faziam
em Sousse encontrou-se
um afresco do primeiro
século em que se vê o
poeta quando compunha a
Eneida. O que lhe
revelou a identidade foi
o poder-se ler, no rolo
de papel aberto diante
dele, o oitavo verso do
poema: Musa mihi causas
memora. Conforme a Revue
Encyclopédique de
Larousse, a descrição
feita pela médium se
aplicava exatamente ao
grande homem, que nada
tinha de efeminado.
(A Alma é Imortal, págs.
82 e 83.)
B. Que é que levou à
fundação na Inglaterra
da Sociedade de
Pesquisas Psíquicas e
quais foram seus
primeiros resultados?
R.: A invasão do mundo
terrestre pelos
Espíritos se produziu
mediante manifestações
tão espantosas que
homens sérios se puseram
a refletir e resolveram
estudar por si mesmos os
fatos. Sob o influxo
dessas idéias, fundou-se
em 1882 na Inglaterra a
Sociedade de Pesquisas
Psíquicas, cujos
principais resultados
foram consubstanciados
pelos srs. Myers, Gurney
e Podmore em dois
volumes intitulados:
Fantasmas dos Vivos.
Da Sociedade britânica
brotaram um ramo
americano e um francês.
Na França, foram
membros-correspondentes
seus, entre outros, os
srs. Richet, Ribot,
Ferré, Pierre Janet e
Liébault. Além da obra
citada, a Sociedade
publicava mensalmente
relatos contidos em
resenhas sob o nome de
Proceedings. As
experiências tiveram por
objeto, primeiramente,
verificar a
possibilidade de duas
inteligências
transmitirem uma à outra
seus pensamentos, sem
qualquer sinal exterior.
Os resultados obtidos
foram notáveis e essa
ação de um espírito
sobre outro, sem
contacto perceptível,
foi denominada
Telepatia. (Obra citada,
págs. 87 e 88.)
C. Que provas acerca da
objetividade das
aparições são
mencionadas pelo
naturalista Alfred
Russel Wallace em seu
livro Os milagres do
moderno espiritualismo?
R.: São cinco as provas
da objetividade das
aparições mencionadas
pelo grande naturalista
Wallace: 1a)
A simultaneidade da
percepção do fantasma
por muitas pessoas; 2a)
Ser a aparição vista por
diversas testemunhas,
como se ocupasse
diferentes lugares, por
efeito de um movimento
aparente, ou então ser
vista no mesmo lugar,
sem embargo do
deslocamento do
observador; 3a)
As impressões que os
fantasmas produzem nos
animais; 4a)
Os efeitos físicos que a
visão produz; 5a)
O fato de as aparições
poderem ser
fotografadas, ou de
terem-no sido, quer
fossem visíveis, ou não,
às pessoas presentes.
(Obra citada, págs. 88 e
89.)
Texto para leitura
76. O mesmo fato se deu
no caso do retrato do
célebre poeta Vergílio,
descrito assim, em
25-9-1884, pela sra.
Lúcia Grange, diretora
do jornal La Lumière
e extraordinária médium
vidente: “Vergílio -
Coroado de louros. Rosto
forte, um tanto longo;
nariz saliente, com uma
bossa do lado; olhos
azul-cinza-escuros;
cabelos
castanho-escuros.
Revestido de longa
túnica, tem todas as
aparências de um homem
robusto e sadio”.
(Pág. 82)
77. Logo que foi
publicado, qualificaram
esse retrato de
fantástico e suspeito,
porque os traços de
Vergílio haviam de ser
delicados, visto que ele
fora muito feminil,
“mais mulher do que uma
mulher”. Que responder a
tais críticas? (Pág.
82)
78. Nada podia ser feito
pela vidente, até que
uma inesperada
descoberta lhe veio dar
razão. “Recentemente
- informa Delanne -
nuns trabalhos de
reparação que se faziam
em Sousse, encontrou-se
um afresco do primeiro
século, onde se vê o
poeta em atitude de
compor a Eneida.
O que lhe revelou a
identidade foi o
poder-se ler, no rolo de
papel aberto diante
dele, o oitavo verso do
poema: Musa mihi
causas memora.”
Conforme a Revue
Encyclopédique de
Larousse, a descrição
feita pela médium se
aplica exatamente ao
grande homem, que nada
tinha de efeminado.
(Págs. 82 e 83)
79. Encerrando o
capítulo, Delanne relata
o caso da aparição de um
magistrado que se havia
suicidado nas cercanias
de sua casa e, em
seguida, considerando
não haver dúvidas de que
a alma possui
efetivamente um
envoltório fluídico,
propõe a seguinte
questão: - Esse
envoltório se constitui
depois da morte ou está
sempre ligado à alma? Se
está sempre ligado à
alma, há de ser possível
comprovar a sua
existência durante a
vida. Eis o que ele se
propõe a esclarecer no
capítulo que se segue.
(Págs. 84 e 85)
80. O cepticismo
contemporâneo - diz
Delanne - foi
violentamente abalado
pela conversão ao
Espiritismo dos mais
consideráveis sábios da
nossa época. A invasão
do mundo terrestre pelos
Espíritos se produziu
mediante manifestações
tão espantosas, que
homens sérios se puseram
a refletir e resolveram
estudar por si mesmos os
fatos. Sob o influxo
dessas idéias, fundou-se
então em 1882 na
Inglaterra a Sociedade
de Pesquisas Psíquicas,
cujos principais
resultados foram
consubstanciados pelos
srs. Myers, Gurney e
Podmore em dois volumes
intitulados:
Fantasmas dos Vivos.
(Pág. 87)
81. Da Sociedade
britânica brotaram um
ramo americano e um
francês. Na França,
foram
membros-correspondentes
seus, entre outros, os
srs. Richet, Ribot,
Ferré, Pierre Janet e
Liébault. Note-se que,
além da obra citada, a
Sociedade publicava
mensalmente relatos
contidos em resenhas sob
o nome de
Proceedings. (Pág. 87)
82. As experiências
tiveram por objeto,
primeiramente, verificar
a possibilidade de duas
inteligências
transmitirem uma à outra
seus pensamentos, sem
qualquer sinal exterior.
Os resultados obtidos
foram notáveis e essa
ação de um espírito
sobre outro, sem
contacto perceptível,
foi denominada
Telepatia. (Pág. 88)
83. Mas, de pronto, o
fenômeno assumiu outro
aspecto: alguns
operadores, em vez de
apenas transmitirem seus
pensamentos, se
mostraram aos que tinham
de recebê-los, havendo,
pois, verdadeiras
aparições. Como os
experimentadores não
eram espíritas, nem
admitiam a existência da
alma qual a define o
Espiritismo, viram-se
constrangidos a formular
uma hipótese: o paciente
impressionado não tem
uma visão real, mas
apenas uma alucinação,
isto é, imagina ver uma
aparição. A visão é,
pois, subjetiva, interna
e não objetiva. Daí lhe
chamarem alucinação
verídica ou
telepática. (Págs. 88 e
89)
84. Se fosse possível
passar em revista todos
os fenômenos de ações
telepáticas referidas
nos dois livros e nos
Proceedings, seria
fácil, diz Delanne,
demonstrar que a
hipótese da alucinação
não consegue explicar
todos os fatos. Cinco
provas da objetividade
de algumas dessas
aparições podem
destacar-se dessas
narrativas, como bem
acentuou o grande
naturalista Alfred
Russel Wallace: 1o
- A simultaneidade
da percepção do fantasma
por muitas pessoas; 2o
- Ser a aparição
vista por diversas
testemunhas, como se
ocupasse diferentes
lugares, por efeito de
um movimento aparente,
ou então ser vista no
mesmo lugar, sem embargo
do deslocamento do
observador; 3o
- As impressões
que os fantasmas
produzem nos animais; 4o
- Os efeitos
físicos que a visão
produz; 5o
- O fato de as aparições
poderem ser
fotografadas, ou de
terem-no sido, quer
fossem visíveis, ou não,
às pessoas presentes.
(Pág. 89)
85. Claro que em certos
casos, assevera Delanne,
a aparição é uma
alucinação pura e
simples, produzida pelo
pensamento do agente. As
circunstâncias que
acompanham a visão é que
devem servir de critério
para julgar-se da
objetividade da
aparição. (Pág. 91)
(Continua no próximo
número.)