– Os
distintivos
são
importantes
para a
classificação
das
condições
dos médiuns
nas reuniões
mediúnicas?
Raul
Teixeira:
Conforme
estamos
asseverando,
com base nos
ensinamentos
do
Espiritismo,
quaisquer
exterioridades
ou
excentricidades,
nos usos ou
nas
práticas,
que tentem
nivelar o
labor
espírita com
as escalas
de valores
mundanos,
não
compartilham
do
posicionamento
espírita.
Todo e
qualquer
distintivo
material
para médiuns
colaborará
para a
exaltação da
personalidade,
predispondo-o
a vários
perigos. O
que deverá
distinguir
os lidadores
do
intercâmbio
mediúnico
será a sua
fidelidade
aos
compromissos
abraçados e
sua luta por
ser um
instrumento
mais útil às
Falanges do
Bem,
aperfeiçoando-se
a cada dia,
para
alcançar a
vitória
sobre si
mesmo e
sobre os
tormentos do
mundo.
– É justo
que, nas
reuniões
mediúnicas
ou fora
delas, se
façam
oferendas
materiais,
objetos ou
alimentos,
no intuito
de atender
aos
caprichos ou
aplacar as
necessidades
que os
Espíritos
denunciem?
Raul Teixeira:
A
ação
espírita
junto aos
irmãos
desencarnados
deverá
acatar
sempre os
objetivos
espíritas,
que são os
da
espiritualização
das
criaturas.
Nossas
oferendas
aos
espíritos
serão, por
isso mesmo,
em nível
vibracional:
nossas
orações, que
representam
emissões de
energias da
alma em alta
freqüência;
nossas boas
ações
diárias, que
a eles
dedicamos
como emissão
de carinho e
fraternidade,
que são,
também,
fluidos
impregnados
de nobres
qualidades.
As entidades
que
solicitam ou
exigem
coisas ou
comidas e
bebidas,
reportando-se
a seus
gostos ou
necessidades,
são,
indubitavelmente,
companheiros
desencarnados
ainda em
grande
atraso moral
e os
indivíduos
que os
atendem
nessas
transações
mundanas
passam a se
lhes
associar,
num circuito
de
interdependência
de funestas
conseqüências.
A Espíritos
ofertemos
tão só as
coisas do
espírito.