Da Torre de TV, em
Brasília, já era
possível ver a
aglomeração de pessoas
seguindo pelo Eixo
Monumental. Estandartes
ladeavam a avenida
trazendo em si palavras
impressas como “Amor”,
“Sabedoria” e
“Espírito”. Dentre os
dias 16 e 18 de abril,
cerca de 5 mil
congressistas de várias
partes do mundo
compareceram ao Centro
de Convenções Ulysses
Guimarães para o 3º
Congresso Espírita
Brasileiro. Com o tema
“Chico Amor Xavier”, o
evento organizado pela
Federação Espírita
Brasileira (FEB)
homenageou o ilustre
médium de Pedro Leopoldo
(fotos).
A abertura do Congresso
se deu de forma
emocionante, com
apresentações artísticas
do Grupo de Arte
Nascente e da banda
marcial dos Dragões da
Independência, que
executou canções
conhecidas do público
como “Travessia”, de
Milton Nascimento. Na
mesa, presenciando as
solenidades, estavam
José Alencar,
vice-presidente da
República, e Eurípedes
Humberto Higino dos
Reis, filho adotivo de
Chico. As comemorações
pelo centenário de
nascimento do médium
incluíram o lançamento
de selo comemorativo e
de moedas cunhadas em
ouro, prata e bronze
pela Casa da Moeda do
Brasil, que traziam a
efígie de Chico Xavier.
Durante os três dias de
congresso, os presentes
tiveram acesso a
palestras, debates e
mensagens emocionantes.
Foi montada uma
exposição com uma Linha
do Tempo Espiritual da
Terra. Estandes de
livrarias traziam
títulos espíritas
diversos, muitos deles
traduzidos para outras
línguas. A arte se fazia
presente a cada
oportunidade, com
apresentações de poesias
retiradas do “Parnaso de
Além-Túmulo”, lançamento
de livros, shows
musicais e até a
projeção de um making
off do filme “Nosso
Lar”.
E não somente os
congressistas puderam
acompanhar as atividades
do congresso. Estima-se
que mais de 10 milhões
de pessoas tenham
acompanhado o evento
pela internet ou via
satélite por meio da TV
CEI, rede que transmitiu
a solenidade para mais
de 120 países. Espíritas
de várias partes do
globo marcaram presença
no evento, que contou
com a participação de
trabalhadores de países
como Bolívia, Canadá,
Suécia, Portugal, Reino
Unido, França e outros.
O evento contou ainda
com 275 trabalhadores
voluntários que se
dedicaram anonimamente à
sua realização.
Eis, em seguida, os
momentos mais marcantes
do 3º Congresso Espírita
Brasileiro:
Raul e Divaldo
Divaldo Pereira Franco e
Raul Teixeira foram os
responsáveis pela
abertura e pelo
encerramento das
palestras. Visivelmente
emocionados relataram,
cada um a seu turno,
episódios de convivência
com Chico. Divaldo
lembrou o momento em que
conheceu o “apóstolo da
caridade”, citando
exemplos curiosos e
enobrecedores da conduta
do médium, que definiu
como “uma ponte de luz
entre o mundo terrestre
e espiritual”.
Raul comoveu-se ao
descrever o cenário
espiritual do momento da
desencarnação de Chico,
quando este foi recebido
por almas amigas como D.
Maria João de Deus, sua
mãe, e seu amigo Bezerra
de Menezes.
Os dois palestrantes
participaram ainda de
coletivas de imprensa e
encontros com a
juventude espírita, onde
responderam a perguntas
sobre temas diversos
como aborto,
homossexualismo,
importância da juventude
no trabalho espírita e
desastres coletivos.
Arte espírita
Durante as festividades,
517 músicos, cantores e
atores apresentaram-se
no congresso. Foi
montada uma exposição
com imagens do artista
plástico André Quirino
feitas com bico de pena,
em que o artista
retratava a figura do
nobre
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A banda marcial
dos Dragões da
Independência fez-se presente |
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