ANGÉLICA
REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná
(Brasil)
Memórias
do Padre Germano
Amália Domingo Sóler
(Parte
18)
Damos continuidade nesta edição
ao
estudo do clássico
Memórias do Padre
Germano,
que será aqui estudado
em 20 partes.
A fonte do estudo é a
21ª edição do livro,
publicada pela Federação
Espírita Brasileira.
Questões preliminares
A. Que é que Padre
Germano falou sobre os
santos do Catolicismo?
Ele entendia que a
substituição dos deuses
do Paganismo pelos
santos do Catolicismo
fora um erro e também a
perdição da Humanidade.
Disse ele que muitos dos
supostos santos hão de
inspirar-nos a mais
profunda compaixão
quando os virmos
despojados de suas
vestes pomposas,
errantes, frenéticos e
sem bússola que os guie
na vida.
(Memórias do Padre
Germano, pág. 318.)
B. Qual é o verdadeiro
patrimônio dos egoístas?
As folhas secas, eis o
patrimônio do egoísta
que só pensa na
satisfação dos seus
apetites. Ocorre o
contrário com aquele que
cuida do futuro, que
deseja calcar a
felicidade em bases
sólidas, sem esquecer um
só dos seus deveres.
“Não podeis – diz Padre
Germano – imaginar o
patrimônio do homem que
sabe amar. Eu vo-lo
afirmo, no entanto, que
esse homem é mais
poderoso que todos os
Crésus e Césares da
Terra.”
(Obra citada, pp. 320 a
324.)
C. Germano admitia um
futuro melhor para nosso
planeta?
Sim. Padre Germano diz
que todos os planetas
têm o seu dia de glória
e a Terra tê-lo-á
também; para isso,
compete-nos trabalhar,
trabalhar com afinco,
preparando o advento
aqui do reinado da
Justiça que um dia irá
imperar em nosso orbe,
em soberba apoteose.
(Obra citada, pág. 335.)
Texto para leitura
149. A
substituição dos deuses
do Paganismo pelos
santos do Catolicismo,
eis a perdição da
Humanidade – assevera
Padre Germano no cap.
28, intitulado “O
inverossímil”, onde
afirma que muitos dos
supostos santos hão de
inspirar-nos a mais
profunda compaixão,
quando os virmos
despojados de suas
vestes pomposas,
errantes, frenéticos e
sem bússola que os guie
na vida. (P. 318)
150. Afirmando não ter
sido santo, Germano diz
ter vivido muitos
séculos estudando muito:
“Cheguei a ser um sábio,
como vulgarmente se diz
na Terra, e, contudo,
quanto mais ignorante me
reconhecia!” Foi assim
que compreendeu que
devia empregar sua
sabedoria, não em
pronunciar discursos
eloquentes, mas em
educar-se a si mesmo, em
moralizar-se, para
refrear suas paixões e
compreender seus
direitos e deveres. Eis
-- afirma ele -- o
segredo da proficuidade
de sua existência como
Padre Germano. (P.. 319)
151. Quando o homem só
pensa em si, como as
aventuras terrenas são
flores de um dia, surgem
logo as folhas secas --
e são elas o patrimônio
do egoísta, que só pensa
na satisfação dos seus
apetites. Ocorre
exatamente o contrário
com aquele que cuida do
futuro, que deseja
calcar a felicidade em
bases sólidas, sem
esquecer um só dos seus
deveres. (P. 320)
152. “Não podeis -- diz
Padre Germano --
imaginar o patrimônio do
homem que sabe amar. Eu
vo-lo afirmo, no
entanto, que esse homem
é mais poderoso que
todos os Crésus e
Césares da Terra.” E,
fechando o capítulo,
assevera: “A moral
universal será a lei de
todos os mundos.
Trabalhai para o seu
advento e sereis
felizes”. (PP. 323 e
324)
153. No cap. 29, Padre
Germano recorda o menino
André, que ele adotou ao
ver morrer sua mãe,
quando mal começava o
sacerdócio. Certa tarde,
quando o menino dormia
na areia de uma praia,
Germano teve pensamentos
contraditórios acerca da
criança, e súbita
transformação se operou
nele, parecendo-lhe
então encontrar-se em
pleno mar, onde havia
homens de todas as raças
e hierarquias,
pontífices, chefes de
Estado, chefes da
Igreja, ao lado de
turbas e turbas de
maltrapilhos, os quais
em dado momento se
confundiam, trocando-se
os papéis. Foi então que
lhe apareceu Jesus,
dizendo-lhe: “Que fazes
aqui desterrado? No
começo da jornada,
dar-se-á o caso de já te
faltarem forças para
prosseguir no caminho?
Dizes-te árvore seca...
Ingrato! Pois não sabes
que não há planta
estéril, uma vez que em
todas palpita a seiva
divina e fecunda? Ergue
os olhos ao céu e
segue-me; sê apóstolo da
única religião que deve
imperar no mundo -- a
Caridade -- que é amor!
Ama e serás forte! Ama e
serás grande! Ama e
serás justo!” (PP. 326 e
328)
154. Em seguida, súbita
tempestade ameaçava de
morte quantos a ela se
expusessem e Germano viu
uma cena comovente, em
que mulheres, velhos e
crianças gesticulavam
súplices ao mar, para
que o mar se acalmasse.
Diziam os velhos: “Não
tragues nossos filhos, ó
mar! pois morreremos de
fome!” E as mulheres
soluçavam e os meninos
gritavam por seus pais!
Germano os acudiu e
estendeu a destra,
convencido de que Jesus
o ouviria e pacificaria
o mar. Foi o que se deu.
Trazendo na mão o ramo
de oliveira e agitando-o
sobre as vagas, o Senhor
acalmou a tempestade,
enquanto Germano, braços
estendidos, dizia:
“Jesus! salva os bons,
que são a tua imagem na
Terra; e salva também os
maus, para que tenham
tempo de arrepender-se e
entrar no teu reino!”
(P. 329)
155. Desde esse dia,
Germano consagrou-se a
Jesus, tratando de
imitar-lhe as virtudes,
com o que alcançou maior
progresso naquela
encarnação do que em
outras anteriores, nas
quais se dedicara
somente à Ciência, sem
procurar reunir à
sabedoria o sentimento
do amor. “Foi na orla do
mar -- revela Germano --
que recebi o batismo da
vida e é esse o sítio no
qual o homem deve, de
preferência, genufletir
para adorar a Deus,
porque é ali que Ele se
apresenta em toda a sua
imponente majestade.”
(PP. 330 a 332)
156. Em “Uma noite de
Sol”, título do cap. 30,
Padre Germano assevera
que todos os planetas
têm o seu dia de glória
e a Terra tê-lo-á
também; para isso,
compete-nos trabalhar,
trabalhar com afinco,
preparando o advento
aqui do reinado da
Justiça que um dia irá
imperar em nosso orbe,
em soberba apoteose. (P.
335)
(Continua na próxima
edição.)