MARCELO BORELA DE
OLIVEIRA
mbo_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná
(Brasil)
Nos Domínios da
Mediunidade
André Luiz
(Parte
3)
Damos continuidade à
apresentação do
estudo da obra
Nos Domínios da
Mediunidade,
de André Luiz,
psicografada pelo médium
Francisco Cândido Xavier
e
publicada em 1954 pela
Federação Espírita
Brasileira.
Questões preliminares
A. A moralidade, o
sentimento e o caráter
das pessoas são
perceptíveis aos olhos
dos Espíritos?
Segundo Aulus, são
claramente perceptíveis,
por meio de singela e
ligeira inspeção.
Hilário perguntou,
então, se, detectando a
presença de elementos
arraigados ao mal numa
equipe de cooperadores
do bem, os instrutores
espirituais
providenciariam a sua
expulsão. "Não será
preciso", respondeu
Aulus. "Se a maioria
permanece empenhada na
extensão do bem, a
minoria encarcerada no
mal distancia-se do
conjunto, pouco a pouco,
por ausência de
afinidade." (Nos
Domínios da Mediunidade,
cap. 2, págs. 23 e 24.)
B. Numa reunião
mediúnica é importante o
serviço de harmonização
preparatória?
Sim. O serviço de
harmonização
preparatória é muito
importante. Quinze
minutos de prece, quando
não sejam de palestra ou
leitura com elevadas
bases morais,
estabelecem o clima
necessário à reunião,
uma vez que não devemos
abordar o mundo
espiritual sem a atitude
nobre e digna que nos
outorgará a
possibilidade de atrair
companhias edificantes.
(Obra citada, cap. 2,
págs. 25 e 26.)
C. É possível a uma
pessoa projetar raios
mentais?
Sim. Diz Aulus que os
componentes da equipe
podem projetar raios
mentais em via de
sublimação, assimilando
correntes superiores e
enriquecendo os raios
vitais de que são elas
dínamos comuns. Raios
vitais podem também ser
chamados, segundo o
Instrutor, de raios
ectoplásmicos. Esses
raios são peculiares a
todos os seres vivos. É
com eles que a lagarta
realiza suas complicadas
demonstrações de
metamorfose e é ainda na
base deles que se
efetuam todos os
processos de
materialização
mediúnica, porquanto os
sensitivos encarnados
que os favorecem liberam
essas energias com mais
facilidade. "Todas as
criaturas, porém,
guardam-nas consigo,
emitindo-as em
frequência que varia em
cada uma, de
conformidade com as
tarefas que o Plano da
Vida lhes assinala."
(Obra citada, cap. 2,
págs. 26 a 28.)
Texto para leitura
7. A
moralidade e o caráter
são perceptíveis
- Aulus explicou então,
enquanto se dirigiam à
Crosta, ser possível
classificar sem
dificuldade as
perspectivas desse ou
daquele agrupamento de
serviços psíquicos que
aparecem no mundo.
"Analisando a
psicoscopia de uma
personalidade ou de uma
equipe de trabalhadores,
é possível -- informou o
Assistente --
anotar-lhes as
possibilidades e
categorizar-lhes a
situação." "Segundo as
radiações que projetam,
planejamos a obra que
podem realizar no
tempo." Esse exame pode
ser aplicado a
encarnados e
desencarnados. "Se o
espectroscópio permite
ao homem perquirir a
natureza dos elementos
químicos, localizados a
enormes distâncias,
através da onda luminosa
que arrojam de si, com
muito mais facilidade
identificaremos os
valores da
individualidade humana
pelos raios que emite",
informou Aulus,
acrescentando: "A
moralidade, o
sentimento, a educação e
o caráter são claramente
perceptíveis, através de
ligeira inspeção".
Hilário perguntou então
se, detectando a
presença de elementos
arraigados ao mal, numa
equipe de cooperadores
do bem, os instrutores
espirituais
providenciariam a sua
expulsão. "Não será
preciso", respondeu o
Assistente. "Se a
maioria permanece
empenhada na extensão do
bem, a minoria
encarcerada no mal
distancia-se do
conjunto, pouco a pouco,
por ausência de
afinidade." E se o
programa da instituição
é que se degenera em
desequilíbrio, que
fazer? A essa pergunta
de Hilário, Aulus
respondeu que nesse caso
"dispensamos qualquer
regime de perseguição
ou denúncia".
"Encarrega-se a vida de
colocar-nos no lugar que
nos compete. Os Anjos ou
Ministros da Eterna
Sabedoria entregam-nos,
com segurança, às forjas
renovadoras do tempo e
da provação." Da mesma
forma que um grama de
rádio perde a metade do
seu peso em dezesseis
séculos e que um
ciclotron, trabalhando
com projetis atômicos
acelerados a milhões de
elétrons-volts, realiza
a transmutação dos
elementos químicos, de
imediato, a "evolução
vagarosa nos milênios ou
o choque brusco do
sofrimento alteram-nos o
panorama mental,
aprimorando-lhe os
valores". (N.R.:
Ciclotron, inventado por
volta de 1931 por E. O.
Lawrence, é um
acelerador de partículas
elementares eletrizadas,
que utiliza um campo
magnético, no qual as
partículas descrevem
órbitas quase
circulares.) Como
André ensaiasse novas
perguntas, o Assistente
ponderou: "Toda
conversação nobre é
instrutiva, no entanto,
por agora, guardemos o
espírito no trabalho a
fazer. O êxito não
exonera a intenção. Se
cairmos numa digressão
acerca da química, o
horário não nos
desculpará". (Cap. 2,
págs. 23 e 24)
8. Uma visão
surpreendente - Na
casa espírita-cristã, o
grupo penetrou acanhado
aposento, onde se
congregava reduzida
assembleia, em
silenciosa concentração
mental. "Nossos
companheiros -- elucidou
o Assistente -- fazem o
serviço de harmonização
preparatória. Quinze
minutos de prece, quando
não sejam de palestra ou
leitura com elevadas
bases morais. Sabem que
não devem abordar o
mundo espiritual sem a
atitude nobre e digna
que lhes outorgará a
possibilidade de atrair
companhias edificantes
e, por esse motivo, não
comparecem aqui sem
trazer ao campo que lhes
é invisível as sementes
do melhor que possuem."
Entidades espirituais
ali se demoravam em
oração, compelindo-os a
entranhado recolhimento.
Aulus armou o
psicoscópio e, depois de
ligeira análise,
recomendou-lhes a
observação. As
peculiaridades do
aparelho surpreenderam
André Luiz. Sem
necessidade de esforço
mental, ele notou que
todas as expressões da
matéria física assumiam
diferente aspecto,
destacando-se a matéria
do plano espiritual.
Teto, paredes e objetos
de uso corriqueiro
revelavam-se formados de
correntes de força, a
emitirem baça claridade.
Os companheiros
encarnados apareciam
mais estreitamente
associados entre si,
pelos vastos círculos
radiantes que lhes
nimbavam as cabeças de
opalino esplendor.
(N.R.: Opalino é o que
tem cor leitosa e
azulada, como a da
opala.) Em torno do
apagado bloco de massa
semiobscura, a que se
reduzira a mesa, André
teve a impressão de
fixar uma coroa de luz
solar, formada por dez
pontos característicos,
salientando-se no centro
de cada um deles o
semblante espiritual dos
amigos em oração. Desse
colar de focos dourados
alongava-se extensa
faixa de luz violeta,
que parecia contida numa
outra faixa de luz
alaranjada, a
espraiar-se em
tonalidades diversas
que, de momento, ele não
pôde identificar, uma
vez que sua atenção
estava presa ao círculo
dos rostos fulgurantes,
visivelmente unidos
entre si, à maneira de
dez pequeninos sóis,
imanados uns aos outros.
André reparou que sobre
cada um deles se
ostentava uma auréola de
raios quase verticais,
fulgentes e móveis,
quais diminutas antenas
de ouro fumegantes.
(Cap. 2, págs. 25 e 26)
9. Raios vitais -
Sobre aquelas coroas que
se particularizavam, de
companheiro a
companheiro, caíam do
Alto abundantes jorros
de luminosidade estelar
que, tocando as cabeças
ali irmanadas, pareciam
suaves correntes de
força a se transformarem
em pétalas
microscópicas, que se
acendiam e apagavam, em
miríades de formas
delicadas e caprichosas,
gravitando, por
momentos, ao redor dos
cérebros em que se
produziam, como
satélites de vida breve,
em torno das fontes
vitais que lhes davam
origem. Os mentores
espirituais presentes
ali permaneciam,
irradiando cada qual a
luz que lhe era própria.
Admirado com a afinidade
daquela equipe, André
perguntou se tais
companheiros eram
grandes iniciados na
revelação divina. Aulus
disse que não, porque
nos achamos ainda muito
longe de semelhantes
apóstolos. "Vemo-nos
aqui -- informou o
Assistente -- na
companhia de quatro
irmãs e seis irmãos de
boa-vontade.
Naturalmente, são
pessoas comuns. Comem,
bebem, vestem-se e
apresentam-se na Terra
sob o aspecto vulgar de
outras criaturas do
ramerrão carnal; no
entanto, trazem a mente
voltada para os ideais
superiores da fé ativa,
a expressar-se em amor
pelos semelhantes."
"Procuram
disciplinar-se,
exercitam a renúncia,
cultivam a bondade
constante e, por
intermédio do esforço
próprio no bem e no
estudo nobremente
conduzido, adquiriram
elevado teor de radiação
mental." Hilário,
deslumbrado com as
observações feitas,
observou: "Mas, e a luz?
a matéria que conhecemos
no mundo
transfigurou-se. Tudo
aqui se converteu em
claridade nova! o
espetáculo é
magnífico!..." O
Assistente replicou,
bondoso: "Nada de
estranheza, não sabe
você que um homem
encarnado é um gerador
de força
eletromagnética, com uma
oscilação por segundo,
registrada pelo coração?
Ignora, porventura, que
todas as substâncias
vivas da Terra emitem
energias, enquadradas
nos domínios das
radiações
ultravioletas?" E
elucidou: "Em nos
reportando aos nossos
companheiros, possuímos
neles almas regularmente
evolutivas, em
apreciáveis condições
vibratórias pela sincera
devoção ao bem, com
esquecimento dos seus
próprios desejos. Podem,
desse modo, projetar
raios mentais, em vias
de sublimação,
assimilando correntes
superiores e
enriquecendo os raios
vitais de que são
dínamos comuns". "Raios
vitais?", indagou
Hilário, surpreso. "Sim
-- respondeu-lhe o
Assistente --, para
maior limpidez da
definição, chamemo-lhes
raios ectoplásmicos,
unindo nossos
apontamentos à
nomenclatura dos
espiritistas modernos.
Esses raios são
peculiares a todos os
seres vivos. É com eles
que a lagarta realiza
suas complicadas
demonstrações de
metamorfose e é ainda na
base deles que se
efetuam todos os
processos de
materialização
mediúnica, porquanto os
sensitivos encarnados
que os favorecem liberam
essas energias com mais
facilidade." "Todas as
criaturas, porém,
guardam-nas consigo,
emitindo-as em
frequência que varia em
cada uma, de
conformidade com as
tarefas que o Plano da
Vida lhes assinala."
(Cap. 2, págs. 26 a 28)
(Continua no próximo
número.)