CHRISTINA NUNES
cfqsda@yahoo.com.br
Rio de Janeiro,
RJ (Brasil)
E por isso somos
médiuns...
Nosso Lar,
batendo recordes
de bilheteria
nos cinemas
com o noticiário
valioso do
Espírito André
Luiz sobre as
realidades de
outras dimensões
mais felizes de
vida, que a
alguns
surpreende e a
outros encanta,
como consequência
natural da
familiaridade
anterior com o
assunto por
intermédio da
leitura do livro
homônimo de
psicografia de
nosso querido
Chico Xavier
- e, enquanto
isso, fatos da
vida cotidiana
vão se dando de
molde a
respaldar, na
simplicidade do
dia-a-dia, tudo
que nestas e
noutras obras
reveladoras
destas Verdades
consta como
informativo precioso
dos aspectos
mais amplos do
caminho do ser
humano de
qualquer tempo.
Dias atrás
saíamos pela
manhã eu e minha
filha mais nova,
emburradas. Não
era para menos.
Ainda nos víamos
dominadas pelos
efeitos nocivos
de séria
desavença havida
na noite
anterior, por
conta das rixas
naturais havidas
no processo
educativo em
toda a
intimidade
familiar na qual
pais orientam e
advertem os
filhos.
Seguíamos,
assim,
silenciosas e
ainda subjugadas
por ingrato
estado de
espírito pela
bela rua
arborizada,
quando, mais
adiante, chamou
em primeiro
lugar a atenção
da minha menina
um jovem alto e
esguio, vestido
em trajes
escuros, que
avançava em
atitude
francamente
singular a
alguns passos à
frente. Andava,
parava diante de
uma árvore;
olhava para
trás, em nossa
direção;
continuava
andando. Repetiu
a atitude
desconcertante
por pelo menos
duas vezes antes
de se aproximar
do cruzamento
próximo; ao que
a minha filha,
sempre atenta e
observadora,
comentou:
- Mamãe...,
aquele cara
parece um
daqueles
homens de
preto... -
em se referindo
aos personagens
de certo filme
famoso
americano, no
qual se vestem
de terno preto,
à semelhança do
vestuário do
rapaz que seguia
adiante, com
calças e blazer
preto por sobre
uma camisa
branca.
Concordei com
ela, mas,
pressurosa da
atitude
esquisita do
estranho, agucei
a atenção,
segurando-a
instintivamente
pela mão, em
gesto protetor
típico das mães
zelosas. E
continuamos em
passada de molde
a medir certa
distância, observando
o jovem afastado
apenas um
tanto da esquina
que logo ganhou,
alcançando outra
árvore, e na
qual chegamos
praticamente ato
contínuo.
Olhamos em
torno,
curiosas. E
estacamos,
intrigadas, ao
dar com o quadro
inusitado.
Tanto ao longo
de ambos
os sentidos
da avenida
extensa, quanto
no outro lado da
calçada, para
onde
atravessaríamos
tão logo o sinal
fechasse
interrompendo o
trânsito intenso
de carros
seguindo em
disparada, não
havia ninguém!
Tampouco no
interior
da padaria
pequena às
nossas costas,
que
esquadrinhamos
em perplexidade.
Nada!
Nem existia
residência ou
entrada de
prédio próximo
algum naquele
trecho,
para onde o
estranho rapaz
poderia ter se
evadido num
passe de mágica
em questão de
segundos, - o
que, de si só,
seria no mínimo
destituído de
lógica, dado o
modo gingado e
lento com que se
encaminhava bem
à frente, para
que, de repente,
sem mais nem
menos, saísse
correndo porta
adentro de algum
lugar - menos
ainda havia
como ter ele se
atirado para
dentro de algum
táxi ou veículo
dos que cruzavam
a rua em
velocidade, de
vez que não
existe, naquele
trecho, nem
mesmo um ponto
de ônibus!
- Cadê o
homem?!... –
minha filhinha
interrogou,
perplexa,
enquanto de meu
lado me demorava
a
responder, presa
de
estarrecimento e
funda impressão.
Não queria ser
precipitada nas
minhas
assertivas.
Deixei-a no
curso de inglês
logo em frente,
e me recolhi a
um ângulo do
prédio
tranquilo, o
olhar perdido na
longa extensão
daquela rua
urbana, enquanto
recorria à
inspiração de
meu mentor
desencarnado
para pensar com
acerto.
Ocorria-me,
então, que
apenas duas
vezes no passado
algo assim me
acontecera. Em
todas as duas
vezes - intuí -
em
circunstâncias
indesejáveis de
padrões
espirituais.
Uma, se dera no
decorrer de um
dia em ambiente
profissional no
qual
invariavelmente
o que prevalecia
eram a
insatisfação, as
expressões
emotivas menores
de ingrato teor,
e a convivência
difícil. Certo
dia, como já
pude relatar em
artigos
anteriores, uma
velhinha
aparecera e
desaparecera em
contingências as
mais insólitas
possíveis,
diante do meu
testemunho e do
de outra senhora
que dividia
comigo o local
de trabalho; na
outra ocasião,
ainda mais
recuada nas
minhas
lembranças, a
mediunidade
principiava a
aflorar,
descontrolada,
abrindo-se-me a
visão para
entidades
obsessoras que
faziam por onde
explorar os
pontos débeis de
minha
sensibilidade, com
intenções óbvias
de provocar no
ambiente
doméstico medo e
desacertos.
Inevitável a
conclusão
espontânea,
tantos anos
depois, pela
semelhança
flagrante
de contexto
vibratório
indesejável nas
disposições
intimas minhas e
de minha filha
após as grandes
e desagradáveis
desavenças da
noite anterior.
Baqueáramos, espontânea
e subitamente, a
um mesmo padrão
ingrato de
frequências de
ordem
espiritual,
quando
tradicionalmente
zelo por
preservar e
sustentar nossas
condições
íntimas em nível
saneado, em
consonância com
as exigências de
meu trabalho
literário
mediúnico, e
também atendendo
ao perfil de
sensibilidade
típico que, de
um modo geral,
se verifica
símile em vários
componentes de
minha família.
Abríramos
momentaneamente
a
visão, sintonizadas
como estávamos
num
espectro negativo
de
emissões emocionais,
para as esferas
astrais
invisíveis mais
grosseiras e
aproximadas dos
sentidos dos
reencarnados
- dando com um
Espírito
errante, que, em
provavelmente se
percebendo por
nós notado,
talvez que se
surpreendera,
adotando a
atitude que nos causara
estranheza por
duas vezes
consecutivas, interrompendo
os passos para
nos observar!
Logo depois
esvaiu-se de
nossa percepção
temporária, mais
à frente,
escapando-se para
a faixa
dimensional onde
por ora ainda se
demora
- confirmando-nos,
ainda desta
feita, ser a
mediunidade a
abençoada
ferramenta das
Leis divinas
destinada a nos
relembrar, nas
paragens
materiais, os
imperativos imprescindíveis
da convivência
harmoniosa, as
nossas origens,
o nosso destino!