CELSO MARTINS
limb@sercomtel.com.br
Rio de Janeiro,
RJ (Brasil)
Terapia da paz
Aproveito o
calor carioca de
2010 para ler um
livro, de dia,
com os escritos
do Einstein
filósofo (e que
senhor
filósofo!), uma
besta na
definição
irônica de um
colega meu,
marxista, em
1965, no hall
(lamento o
anglicismo,
deveria,
patriota, gravar
pátio) da
Faculdade de
Filosofia da
então
Universidade do
extinto Estado
da Guanabara, só
porque o Pai da
Teoria da
Relatividade
aceitava Deus,
como no-lo expôs
Kardec em O
Livro dos
Espíritos de
maneira clara,
objetiva,
simples, tirando
a Neli, minha
esposa, do
materialismo em
1962, vinda do
catolicismo
crente em Sta. Therezinha.
E, de noite,
usando
ventilador,
escrevendo novo
livro de
memórias, que a Capemi, leia-se
César Reis, em
Esperanto, me
cobra 30h por
dia, pô!...
Paz... Ah! Paz!
O mundo nunca a
conheceu. Nem
mesmo quando por
aqui passou o
príncipe da paz,
em que pese à
relativa
tranqüilidade do
governo de
Augusto. Claro
que a matança
dos inocentes,
relatada por
Mateus, jamais
existiu. É lenda
como os modernos
estudos sobre o
Jesus histórico
deixam bem
claro,
arrepiando os
espíritas piegas
que não agem com
a fé
raciocinada,
fielmente
observada pelo
mestre de Lião.
Carlos de Brito
Imbassahy e José
Herculano Pires
que o digam.
Paz... Até o
coração humano
não é campo de
paz. Jesus mesmo
dizia que não a
trouxe porque
nos pôs em nossa
mão a batata
quente da
responsabilidade
dos atos, das
palavras, do
pensamento mais
secreto. E na
área do sexo,
ah! Freud aí
(tirante os seus
excessos) que
nos diga o que é
cobiçar a mulher
alheia, né?
Não li antes da
Donizete
Pinheiro nada
ainda. Pudera!
Tanto livro
saindo no meio
espírita, não me
dá para
acompanhar,
embora
aposentado, mas
ainda
trabalhando na
máquina-de-escrever.
Jesus dizia que
iríamos pregar
pelos telhados o
que ouvíamos ao
pé do ouvido. O
Mestre
perfeitamente
previa os fios
elétricos da
moderna
radiofonia,
implantada no
Brasil em 7 de
setembro de
1922, pelo
médico e
etnólogo
Roquete-Pinto,
havendo quem
diga que fora
antes, 10 anos
antes, na Rádio
Clube de Recife.
Bem, veio depois
Schutel, veio
ainda Caetano
Mero, veio por
fim João Pinto
de Souza e
culminou com
Geraldo de
Aquino.
No livro
Terapia da Paz,
lançado quando o
Irã se prepara
para produzir
talvez bombas
atômicas, e
falece moral aos
EUA recriminá-lo
pois soltaram
duas em
Hiroshima e
Nagasaki só para
verem os seus
efeitos em
cobaias humanas,
o magistrado de
Marília cita
fatos (e eu,
professor de
Biologia e
Física me amarro
em fatos da vida
real) e, em cima
deles, filosofa
no nível do
povo, e não em
brancas nuvens,
como diziam o
poeta lagartixa
Laurindo Rabelo,
em vida (e não
mediunicamente,
como li num
livro na
biblioteca do C.
E. Léon Denis,
no RJ), sobre os
nosso viver.
Confira:
vendas@editoraeme.com.br.
Você vai adorar.
(Cartas: Caixa
Postal 61003,
Vila Militar,
Rio de Janeiro,
RJ, CEP
21615-970.)