Uma das cartas publicadas
nesta edição, procedente de
Belo Horizonte-MG, focaliza
o tema infância e
apresenta-nos as seguintes
perguntas: 1. A infância se
dá em todos os mundos
habitados? 2. Na infância,
até que idade o Espírito
fica adormecido? 3. Por que
as crianças apresentam
aspectos de inocência? 4.
Por que não há possibilidade
de livre manifestação do
Espírito na infância?
Eis o que entendemos acerca
das questões propostas:
1. A
infância se dá em todos os
mundos habitados?
Segundo lemos na questão 183
d´O Livro dos Espíritos,
a infância existe, sim, em
outros mundos e é, em toda
parte, uma transição
necessária, mas não tão
obtusa em outros globos como
o é em nosso mundo.
2. Na infância, até que
idade o Espírito fica
adormecido?
No período intercorrente, da
concepção ao nascimento, a
ação da força vital faz com
que diminua o movimento
vibratório do perispírito,
até o momento em que, não
atingindo o mínimo
perceptível, o Espírito fica
quase totalmente
inconsciente. Segundo André
Luiz, nesse período, o
estado do encarnante
assemelha-se ao do Espírito
encarnado durante o sono. Os
Espíritos mais evoluídos
gozam de maior liberdade,
mas desde o momento da
concepção o Espírito sente
as consequências de sua nova
condição e começa a
sentir-se perturbado. Uma
espécie de torpor, agonia e
abatimento o envolve
gradualmente,
intensificando-se até o
término da vida intrauterina.
Suas faculdades vão-se
velando uma após a outra, a
memória desaparece, a
consciência fica adormecida,
e o Espírito como que é
sepultado em opressiva
crisálida. Esse fenômeno se
deve à constrição do
perispírito e à sua
limitação pelo corpo, que
fazem com que a existência
no Plano Espiritual e a
consciência das vidas
pregressas volvam ao
inconsciente, perdendo o
Espírito, nos últimos
momentos, toda a consciência
de si próprio, de modo que
jamais presencia o seu
nascimento. Quando a criança
respira, ele começa a
recobrar as faculdades, que
se desenvolvem à proporção
que se formam e consolidam
os órgãos que hão de
servir-lhe às manifestações.
3. Por que as crianças
apresentam aspectos de
inocência?
Como criança, o Espírito
enverga temporariamente a
túnica da inocência, um fato
que atesta a bondade e a
sabedoria de Deus, porque
sua aparente inocência e
fragilidade desperta o
carinho e a simpatia dos
adultos que o cercam,
facilitando assim o processo
de sua reeducação. Esse
estado de pureza e
simplicidade é tão
importante que o próprio
Mestre o destacou numa
conhecida passagem
evangélica em que, aludindo
a uma criança que dele se
aproximara, declarou: “Em
verdade vos digo que, se não
vos converterdes e não vos
tornardes como crianças, de
modo algum entrareis no
reino dos Céus”.
4. Por que não há
possibilidade de livre
manifestação do Espírito na
infância?
Quanto aos encarnados, diz
Emmanuel que até os sete
anos o Espírito ainda se
encontra em fase de
adaptação para a nova
existência e não existe uma
integração perfeita entre
ele e a matéria orgânica.
Provavelmente seja por isso
que os Espíritos disseram a
Kardec ser muito perigoso
desenvolver a mediunidade
nas crianças, porque sua
organização franzina e
delicada ficaria abalada e
sua imaginação superexcitada
com a prática mediúnica. O
assunto é tratado em O
Livro dos Médiuns, item
221, parágrafos 6 a 8. No
tocante à manifestação de
crianças que conservam essa
forma na erraticidade, o
fato não é incomum, como
prova o livro Crianças no
Além, obra psicografada
por Chico Xavier, de autoria
do menino Marcos.
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