Conforme carta publicada na
edição passada, Telma
Miranda, de Goiânia-GO,
pergunta-nos: 1.) Na
pneumatografia, qual o papel
do médium de efeitos
físicos? 2.) Os médiuns
pneumatofônicos seriam os
médiuns audientes ou
auditivos? 3.) Há diferença
entre estas duas
modalidades?
Encontramos resposta às três
perguntas em “O Livro dos
Médiuns”, de Allan Kardec, e
é com base nessa obra que
procuraremos responder à
leitora.
Pneumatografia, ou escrita
direta, é a que se produz
espontaneamente sem o
concurso nem da mão do
médium, nem do lápis. Basta
tomar uma folha de papel
branco, dobrá-la e colocá-la
em algum lugar, em uma
gaveta, ou simplesmente
sobre um móvel. Se
estivermos em condições
favoráveis, ao fim de um
tempo mais ou menos longo,
acharemos no papel
caracteres traçados, sinais
diversos, palavras, frases e
mesmo discursos,
frequentemente com uma
substância cinzenta igual ao
chumbo, outras vezes com
lápis vermelho, tinta
ordinária e mesmo tinta de
impressão. Nesse fenômeno, o
Espírito não se serve nem de
nossas substâncias, nem de
nossos instrumentos: ele
mesmo faz a matéria e os
instrumentos de que precisa,
tirando seus materiais do
elemento primitivo universal
ao qual ele imprime por sua
vontade as modificações
necessárias ao efeito que
quer produzir. Ele pode,
pois, fabricar tinta
vermelha, tinta de impressão
e mesmo caracteres
tipográficos bastante
resistentes para dar relevo
à impressão. É desse modo
que se explica a aparição
das três palavras na sala do
festim de Baltazar, de que
nos fala a Bíblia.
A leitora quer saber qual é,
então, o papel do médium
nesse tipo de fenômeno.
Médium quer dizer
intermediário. Nos fenômenos
de efeitos físicos, o fluido
próprio do médium se combina
com o fluido acumulado pelo
Espírito, pois é necessária
a união desses dois fluidos,
isto é, do fluido
animalizado do médium com o
fluido universal, para que o
fenômeno ocorra.
Pode o Espírito produzir o
fenômeno sem o concurso de
um médium? Não. Ele pode
agir sem o médium saber,
isto é, muitas pessoas
servem de auxiliares aos
Espíritos para certos
fenômenos, sem o perceberem.
O Espírito tira delas, como
de uma fonte, o fluido
animalizado do qual tem
necessidade.
É assim que o concurso de um
médium nem sempre é
voluntário, o que se dá
principalmente nas
manifestações espontâneas,
mas é necessário. O
motivo disso é que o fluido
vital, indispensável à
produção de todos os
fenômenos mediúnicos, é
apanágio exclusivo do
encarnado e do qual, por
conseguinte, o Espírito
operador é obrigado a se
impregnar. (Veja sobre o
assunto os itens 74 e 127
d´O Livro dos Médiuns.)
No tocante à pneumatofonia,
ou voz direta, Kardec
diz-nos que os sons têm duas
maneiras bem distintas de se
produzir: são algumas vezes
uma voz íntima que ecoa na
consciência, mas, ainda que
as palavras sejam claras e
distintas, elas não têm nada
de material; de outras vezes
são exteriores e tão
distintamente articuladas
como se proviessem de uma
pessoa colocada ao nosso
lado. De qualquer forma, o
fenômeno de pneumatofonia é
quase sempre espontâneo e
apenas raramente pode ser
provocado. (Veja sobre o
assunto os itens 150 e 151
da obra citada.)
Experiências posteriores à
codificação demonstraram
que, no fenômeno da voz
direta, o Espírito fala
através de uma garganta
ectoplásmica, podendo sua
voz imitar a de sua
precedente existência
terrena.
Com relação aos médiuns
auditivos, “O Livro dos
Médiuns”, no item 165,
informa que eles ouvem a voz
dos Espíritos e podem assim
entrar em conversação com
eles. Algumas vezes o que
ouvem é uma voz íntima que
se faz ouvir na consciência;
de outras vezes é uma voz
exterior, clara e distinta
como a de uma pessoa
encarnada. Tal faculdade é
muito agradável quando o
médium ouve somente bons
Espíritos ou apenas os que
ele chama; mas o mesmo não
acontece quando um mau
Espírito se encarniça ao pé
dele e lhe faz ouvir a cada
minuto as mais desagradáveis
coisas.
Entendemos, por fim, que
existe uma diferença bem
clara entre a pneumatofonia
e a mediunidade auditiva, no
seguinte aspecto: a voz
direta pode geralmente ser
ouvida por todos os
presentes, como pudemos
verificar pessoalmente em
duas oportunidades, uma em
Águas de Prata, outra em
Curitiba, e reproduz a voz
própria do Espírito
comunicante. Assim é que
José Grosso comparece com
seu vozeirão característico
e Scheilla, com a singeleza
que lhe é peculiar. Quanto
aos sons captados pelos
médiuns auditivos, só eles é
que os ouvem.
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