Síria: atacar ou não
atacar?
A busca do contato entre
encarnados e
desencarnados na
história da Humanidade
sempre existiu como bem
o sabem os espíritas. E
esse contato não
aconteceu apenas entre
as pessoas humildes.
Não. Os grandes líderes
de Nações importantes se
envolveram com esse
contato tanto para o
bem, como para o mal.
No livro de Hermínio C.
Miranda, O Que É o
Fenômeno Mediúnico,
temos várias e
interessantes citações
desses fatos. Vamos
tentar resumi-los.
O célebre presidente
norte-americano Abraham
Lincoln mantinha contato
com os desencarnados,
como narra o livro de
Nettie Colburn Maynard –
Was Abraham Lincoln a
espiritualist? – que
descreve a mediunidade
exercitada dentro da
famosa Casa Branca e em
outros locais, e que
tiveram consequências
decisivas em fatos
importantíssimos na
guerra entre os Estados
do Sul e do Norte
naquele país, na chamada
Guerra da Secessão.
Obviamente que o filme
sobre Lincoln não
abordou esse aspecto.
Pouco importa. Creiam ou
não, os Espíritos
exercem a sua influência
sobre os encarnados, não
dependendo, para isso,
do aval da nossa crença.
No livro mencionado, é
relatado que as forças
militares que defendiam
os ideais de unidade e
liberdade do presidente
Lincoln estavam
esgotadas. Muitas
mortes, clima hostil,
afastamento dos
familiares, alimentação
precária levavam os
soldados a desobedecer
às ordens recebidas.
Ameaçavam retirar-se
daquele quadro
extremamente infeliz dos
campos de batalha. Tendo
colocado esses fatos, os
Espíritos que se
comunicavam através da
médium Nettie Colburn,
fizeram uma proposta ao
presidente
norte-americano. Se ele
quisesse, como queria,
que os militares
prosseguissem no
cumprimento do dever,
que ele próprio em
pessoa se fizesse
presente na frente de
batalha. Que Lincoln
tomasse conhecimento
pessoalmente das
dificuldades que
enfrentavam, que os
ouvisse e apoiasse para
que os soldados
sentissem o presidente
ao seu lado e não como
um comandante distante e
indiferente à sorte
deles. Lincoln aceitou a
sugestão dos Espíritos e
a guerra tomou outro
rumo. Uma infusão de
ânimo naqueles homens
desgastados física e
psicologicamente fez com
que os ideais do
presidente saíssem
vitoriosos dos campos de
batalha. O mesmo livro
nos relata que foi em
atenção a uma mensagem
da espiritualidade que o
presidente americano
promulgou a emancipação
da população negra
daquele país. Também é
deveras conhecido o
episódio onde Lincoln vê
o seu próprio velório
através de um sonho
premonitório.
O presidente Franklin
Roosevelt foi alertado
através de uma
comunicação mediúnica
sobre a precariedade da
sua saúde física por um
Espírito que revelou o
seu nome como sendo
Marguerite Le Hand,
secretária particular de
Franklin e que
desencarnara dois anos
antes. Roosevelt morreu
no mês anunciado pelo
Espírito, ou seja, no
dia 12 de abril. Ele
comunicou-se pouco tempo
depois de desencarnado
revelando que esteve
consciente no seu
próprio funeral, mas que
apenas foi notado pelo
seu cão Scottie,
que rolava na grama de
maneira incompreensível
para todos os encarnados
presentes no enterro.
Esse mesmo presidente
americano, após seu
desencarne, manteve
contato através de uma
médium com o eminente
estadista canadense,
Machenzie King, conforme
relatado no livro de
Geraldine Cummings,
Mind in life death,
orientando o amigo a não
se ausentar da vida
pública porque tinha
muito ainda o que
realizar nessa posição.
A tragédia de Dallas que
vitimou o presidente
Kennedy foi prevista
pela senhora Jane Dixon
por via mediúnica, em
que ela via uma nuvem
negra pousada sobre a
Casa Branca.
O assassinato do
Imperador Júlio César
foi previsto
profeticamente
(mediunicamente) por um
adivinho, diz Will
Durant no seu livro
Caesar and Christ.
Obviamente não foi
levado a sério. Tendo o
Imperador encontrado com
o adivinho na rua, teria
dito a ele que as
previsões não haviam se
consumado, prevendo sua
morte para idos de março
daquele ano remoto. O
adivinho,
tranquilamente,
respondeu ao Imperador
que o mês ainda não
havia se encerrado e que
ele, o Imperador,
deveria tomar muito
cuidado. E antes que
março se fosse, Júlio
César foi assassinado
como previsto.
Ensina ainda o eminente
Hermínio C. Miranda no
livro citado no início
desse artigo – O Que
É o Fenômeno Mediúnico
– que o autor Trevor
Ravenscroft, no livro
The spear of destiny,
que Hitler era
assessorado por uma
legião de Espíritos de
pouca evolução,
encarnados e
desencarnados, em todos
os desatinos que cometeu
ao longo de sua vida.
Ocorria o intercâmbio
mediúnico entre os
encarnados e
desencarnados com o
planejamento das
tragédias que se
sucederam durante a
segunda guerra mundial.
O próprio ditador
nazista seria portador
de determinadas
faculdades mediúnicas
que possibilitavam o
trânsito das ideias
negativas do plano
espiritual para o lado
material da existência.
Ora, se essa influência,
tanto para o bem como
para o mal, sempre se
fez presente ao longo da
história da Humanidade,
por que acreditar que
ela não mais ocorreria
nos dias atuais, se
continuamos a existir
como Espíritos
encarnados e
desencarnados,
sintonizando-nos da
maneira como resolve o
nosso livre-arbítrio?
No episódio que envolve
atualmente os Estados
Unidos e a Síria, que os
bons Espíritos, uma vez
mais, consigam sugerir
ao presidente
norte-americano a opção
pela paz, porque,
evidentemente, o lado da
sombra tenta fazer o seu
papel, instigando à
guerra.
As bombas ou o diálogo
pacífico responderão
qual o lado vencedor em
mais esse episódio em
que o destino do mundo
está em jogo.