Um amigo radicado na cidade
de Londrina-PR pede-nos
esclarecimentos acerca de
dois assuntos:
1.) Na questão 738 “b” d´O
Livro dos Espíritos, em que
o assunto são os flagelos
que acometem os homens, os
imortais disseram,
referindo-se às vítimas de
semelhantes ocorrências:
“Se considerásseis a vida
qual ela é e quão pouca
coisa representa com relação
ao infinito, menos
importância lhe daríeis. Em
outra vida, essas vitimas
acharão ampla compensação
aos seus sofrimentos, se
souberem suportá-los sem
murmurar.”
Pergunta então nosso amigo:
“Considerando que –
independentemente de quem
desencarnou no flagelo –
tais pessoas deveriam morrer
daquela forma e naquela
hora, por que haverá para
elas compensação pelos
sofrimentos que lhes forem
causados?”
Entendemos que o fundamento
da compensação mencionada
está relacionado à parte
final do texto transcrito:
“... se souberem
suportá-los sem murmurar”.
Dizemos isto porque nos
parece fora de dúvida que as
vicissitudes por que
passamos, seja por motivo de
prova, seja por motivo de
expiação, só produzem
resultado a nosso favor se
as aceitarmos
resignadamente.
Duas lições a respeito do
tema resignação e sua
importância em nossa vida
colhemos no cap. V do livro
O Evangelho segundo o
Espiritismo, itens 12 e
18.
No primeiro, o texto é do
próprio codificador da
doutrina espírita:
“Entre
essas faltas, cumpre se
coloque na primeira fiada a
carência de submissão à
vontade de Deus. Logo, se
murmurarmos nas aflições, se
não as aceitarmos com
resignação e como algo que
devemos ter merecido, se
acusarmos a Deus de ser
injusto, nova dívida
contraímos, que nos faz
perder o fruto que devíamos
colher do sofrimento”. (Obra
citada, cap. V, item 12.)
Na segunda lição, o texto é
assinado pelo Espírito de
Lacordaire:
“Quando
o Cristo disse:
‘Bem-aventurados os aflitos,
o reino dos céus lhes
pertence’, não se referia de
modo geral aos que sofrem,
visto que sofrem todos os
que se encontram na Terra,
quer ocupem tronos, quer
jazam sobre a palha. Mas,
ah! poucos sofrem bem;
poucos compreendem que
somente as provas bem
suportadas podem conduzi-los
ao reino de Deus. O desânimo
é uma falta. Deus vos recusa
consolações, desde que vos
falte coragem. A prece é um
apoio para a alma; contudo,
não basta: é preciso tenha
por base uma fé viva na
bondade de Deus. Ele já
muitas vezes vos disse que
não coloca fardos pesados em
ombros fracos. O fardo é
proporcionado às forças,
como a recompensa o será à
resignação e à coragem. Mais
opulenta será a recompensa,
do que penosa a aflição.
Cumpre, porém, merecê-la, e
é para isso que a vida se
apresenta cheia de
tribulações”. (Obra citada,
cap. V, item 18.)
2. A segunda pergunta
formulada por nosso amigo é:
“Onde podemos encontrar, na
literatura espírita,
referências acerca dos temas
moratória e antecipação da
hora da morte, excluídos,
evidentemente, a eutanásia e
o suicídio?”
Aprendemos na doutrina
espírita que os casos de
moratória e os de
antecipação da hora da morte
– excluídos a eutanásia e os
suicídios voluntário e
involuntário – são raros.
Como regra, a duração de uma
existência corpórea está
relacionada com a
programação reencarnatória
da pessoa e a lei de causa e
efeito.
Em entrevista
publicada pelo jornal O
Imortal na edição de
fevereiro de 2009, o
professor José Raul Teixeira
declarou o seguinte:
Aprendemos com os nobres
Benfeitores Espirituais que,
como as nossas existências
planetárias estão sob os
cuidados de entidades
sublimadas, que respondem
junto a nós em nome de Jesus
Cristo, a protelação (a
moratória) ou a aceleração
(a antecipação) do processo
de nossa desencarnação
estão, do mesmo modo, sob
essas divinas
responsabilidades.
Temos sabido de incontáveis
circunstâncias que podem
levar os Guias Espirituais a
interceder a favor da
permanência física de alguém
no mundo, assim como de
outras que os fazem atuar em
prol da antecipação do
período da reencarnação,
desde que haja interesses
superiores em jogo,
significando uma
contribuição para o
progresso de quem deverá
permanecer ou de quem deverá
partir.
Indivíduos que, na época
prevista para seu desenlace,
estejam realizando processos
espirituais renovadores
junto a familiares de
relacionamentos complexos;
que estejam conseguindo se
libertar de difíceis
conflitos ou dependências
tormentosas, o que lhes
permitirá grandes arrancadas
espirituais, ou que se
encontrem executando
atividades em benefício de
alguma obra de formosa
expressão, o que lhes
propiciará feliz contributo
ascensional, esses costumam
receber o beneplácito de
abençoadas moratórias.
Muitos que estejam se
enredando em situações
comprometedoras, planeta
afora, fascinados com as
liberdades que ninguém
consegue frear; muitos que
chegaram à Terra com bagagem
espiritual respeitável, mas
que se estão deixando levar
por certos níveis de orgulho
e vaidade comprometedores de
seu valor espiritual; os que
vieram para operacionalizar
determinadas missões, para o
que foram investidos anos e
anos de preparativos no
Mundo Invisível, e que estão
atirando fora as
oportunidades, costumam ser
“chamados de volta” ao
Grande Lar, a fim de que
reavaliem suas condutas
terrenas, para que não
comprometam seus valores
conquistados e para que
refaçam os planejamentos
quanto ao futuro, de tal
modo que, então, não se
perturbem nos mesmos
caminhos e situações que os
puseram em perigo.
Tanto as moratórias quanto
as antecipações não costumam
ser do conhecimento direto
do beneficiado. As leis do
nosso Criador funcionam
silenciosamente e atendem os
Seus filhos, em suas
variadíssimas necessidades,
sem qualquer alarde. Assim,
é improvável que os
encarnados, de maneira
consciente, consigam esses
resultados, tornando-se
capazes de interferir na
programação do Benfeitores
da Vida Maior, desenvolvida
sobre nós sob o comando de
Jesus.
No tocante aos casos de
antecipação da morte, nossa
revista publicou artigo de
autoria do confrade
Alessandro Viana Vieira de
Paula, intitulado “As mortes
antecipadas”, em que ele
esmiúça com propriedade o
importante tema. Eis o link
que permite acessar o artigo
–
http://www.oconsolador.com.br/ano5/234/alessandro_viana.html
Quanto aos livros que
focalizam o assunto, podemos
citar dois de autoria de
Manoel Philomeno de Miranda,
psicografados por Divaldo
Franco:
Temas da Vida e da Morte,
Reencarnação - Dádiva de
Deus, pp. 14 e 15, e
Entre os Dois Mundos,
cap. 7 a 10.
As referências no que diz
respeito à moratória são
mais numerosas. Eis alguns
casos referidos na
literatura mediúnica:
-
Caso de Albina (Obreiros
da Vida Eterna, de André
Luiz, cap. 17)
-
Caso de Argos (Painéis
da Obsessão, de Manoel
Philomeno de
Miranda, cap. 5)
-
Caso de Marita (Sexo e
Destino, de André Luiz,
2ª parte, cap. I)
-
Caso de Amâncio Terra (E
a Vida Continua, de
André Luiz, cap. 22).
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