Um leitor juntou duas
classes de assuntos – idioma
português e doutrina
espírita – ao nos perguntar
qual o significado da
expressão precessão dos
equinócios.
Segundo os dicionaristas,
precessão significa: ato ou
efeito de preceder; o mesmo
que precedência,
antecedência. Em Astronomia,
designa o movimento
retrógrado do nodo de uma
órbita sobre um plano de
referência móvel.
Equinócio [do latim
aequinoctiu] é o ponto da
órbita da Terra em que se
registra uma igual duração
do dia e da noite, o que
sucede nos dias 21 de março
e 23 de setembro de cada
ano. Designa também o
instante em que o Sol, no
seu movimento anual
aparente, corta o equador
celeste.
Assim, precessão dos
equinócios, em Astronomia, é
o nome que designa o
movimento cíclico dos
equinócios ao longo da
eclíptica, na direção oeste,
causado pela ação
perturbadora do Sol e da Lua
sobre a dilatação equatorial
da Terra, e que tem um
período de quase 26.000
anos.
No livro A Gênese,
cap. IX, Kardec examinou o
assunto.
Segundo o codificador da
doutrina espírita, além do seu movimento em
torno do Sol, que dá origem
às estações do ano, e do seu
movimento de rotação sobre
si mesma em 24 horas, que dá
origem ao dia e à noite, a
Terra tem um terceiro
movimento que se completa em
25.868 anos, o qual produz o
fenômeno denominado
precessão dos equinócios.
Esse movimento, difícil de
explicar em poucas palavras,
consiste numa espécie de
oscilação circular, que
pode ser comparada à
oscilação de um pião a
morrer.
O equinócio é o instante em que o Sol, passando
de um hemisfério a outro, se
encontra perpendicular ao
equador, o que acontece duas
vezes por ano, a 21 de
março, quando o Sol passa
para o hemisfério norte, e a
23 de setembro, quando volta
ao hemisfério sul.
Em consequência da gradual mudança na
obliquidade do eixo, o
momento do equinócio avança
cada ano de alguns minutos
(25 minutos e 7 segundos). A
esse avanço é que se dá o
nome de precessão dos
equinócios.
Com o tempo, esses poucos minutos fazem horas,
dias, meses e anos,
resultando daí que o
equinócio da primavera, que
no hemisfério norte se
verifica no mês de março, em
dado tempo se verificará em
fevereiro, depois em
janeiro, depois em dezembro.
Então o mês de dezembro terá
a temperatura de março e
assim por diante, até que,
voltando ao mês de março, as
coisas se encontrarão de
novo no estado atual, o que
se dará ao cabo de 25.868
anos, para recomeçar
indefinidamente a mesma
revolução.
Desse movimento cônico do eixo, resulta que os
polos da Terra não olham
constantemente os mesmos
pontos do céu; que a Estrela
Polar não será sempre
estrela polar; que os polos
gradualmente se inclinam
mais ou menos para o Sol e
recebem dele raios mais ou
menos diretos, donde se
segue que a Islândia, por
exemplo, localizada sob o
círculo polar, poderá, em
dado tempo, receber raios
solares como se estivesse na
latitude da Espanha e da
Itália e que, na posição do
extremo oposto, a Espanha e
a Itália poderão ter a
temperatura da Islândia, e
assim por diante, a cada
renovação do período de
25.868 anos.
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