Autoevangelização e
empatia
“Antes sede uns para com
os outros benignos.” -
Paulo¹
No dia a dia, somos
impelidos a diferentes
ações para avançarmos no
caminho: sentimos,
estudamos, ensinamos,
trabalhamos, falamos,
conhecemos etc. Todavia,
é importante que cada
uma dessas ações seja
realizada com clareza a
fim de ser aproveitada
ao máximo, para que não
se perca a oportunidade.
Emmanuel lembra, por
exemplo, “que é preciso
estudar com clareza para
aprender com
entendimento”; “conhecer
discernindo para ensinar
com bondade”². Não é
difícil entender essas
colocações porque,
diariamente, todos nós
somos constrangidos à
ação, e é pelo que
fazemos que cada um de
nós estará decidindo
sobre seu destino.
Ascender à luz ou descer
à treva é escolha
individual e
intransferível.
A vida é constituída de
pontos de vista, sabemos
nós, como também não
ignoramos que ponto de
vista não representa a
verdade total, real. Por
isso mesmo, ela, a vida,
constitui-se em uma
trincheira de lutas, uma
vez que muitos buscam
defendê-la de forma
desesperadora.
Os convites de Jesus
tornam-se, assim, um
mergulho real dentro de
nós para mostrar, a nós
mesmos, a nossa posição
diante da luz, diante da
verdade – ponto de vista
ou realidade total? –, e
esse mergulho só terá
sentido se pretendermos,
efetivamente, entender o
porquê da vida, com o
objetivo claro de
crescer em serviço e
burilamento constantes.³
O direito inalienável de
escolhermos o bem e o
mal, o certo e o errado,
a luz e a treva nos é
dado por misericórdia
divina e, também, com
ele nos é concedida a
oportunidade de conhecer
a solidariedade, a
fraternidade e a
harmonia. Nossa busca
nesse terreno de
batalhas, de posse
desses recursos, é o
conhecimento dessa
verdade total, real, com
a harmonia e com as
esferas superiores. No
dia em que conquistarmos
isso, teremos aprendido
a executar, com
fidelidade, o pensamento
de Jesus. Estaremos
integrados, através do
coração e da razão, aos
preceitos morais do
Evangelho.
Penetrar nessa verdade é
compreender as
obrigações que nos
competem, renovando o
próprio entendimento,
transformando esse campo
de batalha, em que
mergulhamos para
defender pontos de vista
individuais ou grupais
em campo de
responsabilidade com a
melhor ação, pequena ou
grande, do copo de água
pura ao silêncio contra
o mal, do favor gratuito
de algumas moedas ao
livro nobre dado com
amor. Tudo é trabalho.
Tudo é ação no bem.
4
Hoje, vivendo cada um no
seu campo de lutas
acerbas, mostra-se que o
Evangelho está deturpado
em nossas mentes: forte
é quem esmaga o fraco;
humilde é quem se deixa
humilhar; inteligente é
quem age com esperteza e
enganação; o não
matarás está longe
do entendimento
verdadeiro, porque
permanecemos matando
sonhos, esperanças, os
bens da Natureza...
Todavia, ele é claro e
seguro em suas
afirmações. É o código
de conduta, por
excelência, que nos
garante um caminhar sem
tropeços.
Judiciosamente, o
apóstolo Paulo nos deixa
a lição: “Portanto, meus
amados irmãos, sede
firmes, inabaláveis e
sempre abundantes na
obra do Senhor, sabendo
que, no Senhor, o vosso
trabalho não é em vão”.
(I Coríntios, 15:58.)
Bibliografia:
1 – PAULO (Efésios,
4:32.)
2 – Xavier, F.C.
Palavras de Vida Eterna,
pelo Espírito Emmanuel –
20ª ed., Edição CEC –
UBERABA/MG – 1995 –
lição 44.
3 - _____________.
Fonte Viva – 31ª
ed., FEB - RIO DE
JANEIRO/RJ – lição 173.
4 - _____________.
Vinha de Luz – 14ª
ed., FEB – RIO DE
JANEIRO/RJ – lição 39.