Damos sequência ao
estudo metódico e sequencial do livro
Médiuns e Mediunidade,
de autoria de
Cairbar Schutel,
publicado originalmente
em 1923 pela Casa
Editora O Clarim, de
Matão (SP). O estudo
basear-se-á na 7ª edição
da obra, publicada em
1977, e será dividido em
14 partes.
Questões preliminares
A. Para devassar o mundo
invisível e averiguar a
existência dos
Espíritos, que
instrumento é
indispensável?
Esse instrumento é o
médium, cujo concurso no
tocante ao intercâmbio
com os Espíritos é tão
importante quanto o
telescópio e o
microscópio o são,
relativamente à
astronomia e à biologia.
(Médiuns e
Mediunidade, cap. III -
As leis naturais - O
livre-arbítrio - Os
novos descobrimentos.)
B. Quem são os médiuns?
São criaturas humanas,
alguém que, seja homem
ou mulher, velho ou
moço, tem aptidões
físicas e é suscetível
de sofrer a influência
de outra criatura, ou a
de um Espírito. (Obra
citada, cap. III - As
leis naturais - O
livre-arbítrio - Os
novos descobrimentos.)
C. A prática da
mediunidade é destituída
de escolhos?
Não. A prática da
mediunidade exige muita
seriedade, muito boa
vontade, muita
perseverança e ao mesmo
tempo muita perspicácia.
E, por isso mesmo, não
está isenta de escolhos(1),
que no momento oportuno
serão indicados pelo
autor desta obra, para
que com facilidade sejam
vencidos e não corra o
estudante o menor risco
de decepção. (Obra
citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
Texto para leitura
21. Tudo o que existe no
Universo é natural; as
leis de Deus são eternas
e irrevogáveis, mas o
homem só começa a
compreendê-las quando
para elas volta suas
vistas, quando examina,
quando estuda, quando
trabalha. (Médiuns e
Mediunidade, cap. III -
As leis naturais - O
livre-arbítrio - Os
novos descobrimentos.)
22. O livre-arbítrio nos
foi concedido para a
realização da evolução
espiritual, com o
consequente mérito dos
nossos esforços.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. III - As leis
naturais - O
livre-arbítrio - Os
novos descobrimentos.)
23. Os fatos espíritas,
que servem de base a
esta filosofia sem igual
que nos dá tanta luz e
tanta consolação, vêm
patentear o instrumento
de que nós precisamos
utilizar para que
possamos entreter
estreitas relações com
esses seres
inteligentes, cujos
ensinamentos e cujas
manifestações se elevam
muitas vezes acima do
saber humano.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. III - As leis
naturais - O
livre-arbítrio - Os
novos descobrimentos.)
24. Assim como a luz das
estrelas provocou a
invenção do telescópio;
assim como para se
estudar o infinitamente
pequeno foi necessário o
microscópio, assim
também a averiguação da
existência dos
Espíritos, ou daqueles
que impropriamente
chamamos mortos, não
dispensa um instrumento.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. III - As leis
naturais - O
livre-arbítrio - Os
novos descobrimentos.)
25. Esse instrumento não
poderia ser mais
aperfeiçoado do que o
próprio corpo humano, o
mesmo de que se servem
os Espíritos quando
encarnados na Terra.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. III - As leis
naturais - O
livre-arbítrio - Os
novos descobrimentos.)
26. O médium é, pois,
uma criatura humana;
alguém que, seja homem
ou mulher, velho ou
moço, tem aptidões
físicas e é suscetível
de sofrer a influência
de outra criatura, ou a
de um Espírito.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. III - As leis
naturais - O
livre-arbítrio - Os
novos descobrimentos.)
27. Há tanta variedade
de médiuns como de
mediunidades, visto que
não é pequena a
variedade de corpos e de
aptidões. Depende,
portanto, de cada um
estudar essas aptidões
em si mesmo, bem como
nos que o cercam, para
liberar a causa
produtora dos fenômenos
e assim reconhecer a sua
utilidade. (Obra
citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
28. Aos que pretenderem
descobrir tesouros
ocultos, ou seja, fazer
dos Espíritos
instrumentos do seu
egoísmo, repetimos a
frase de Gibier: Sigam o
seu caminho, isto não
foi escrito para eles.
(Obra citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
29. Não escrevemos para
Espíritos superficiais,
tresloucados e presos às
ninharias terrenas,
assim como não queremos
conduzir fanáticos ao
pórtico do invisível.
Dirigimo-nos aos
humildes e simples, "os
que sabem que não sabem"
e precisam aprender, os
que querem se conhecer,
os que anseiam por uma
solução categórica do
problema da imortalidade
e da vida futura.
(Obra citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
30. A esses é que
recomendamos as
experiências que
procuramos metodizar em
nossos escritos,
estabelecendo
comparações para
facilitar a
aprendizagem. (Obra
citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
31. Obviamente, não
deixaremos de indicar os
escolhos(1)
inevitáveis, para que
com facilidade sejam
vencidos e não corra o
estudante o menor risco
de decepção. (Obra
citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
32. A prática da
mediunidade exige muita
seriedade, muito boa
vontade, muita
perseverança e ao mesmo
tempo muita perspicácia.
(Obra citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
33. O Espiritismo é uma
ciência profunda e seus
fenômenos estão sujeitos
à observação das
inteligências livres, às
quais não queremos impor
o resultado de nossa
própria experiência.
(Obra citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
34. Cumpre aos
pesquisadores
conscienciosos estudar
esses fenômenos mediante
a observação direta e o
exame das teorias
existentes; depois de
longa meditação e
acurado estudo, terão,
por certo, as suas
conclusões. (Obra
citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
35. Veja, pois, o leitor
que nem de leve
embaraçamos a liberdade
de pensar de quem quer
que seja. De acordo com
a doutrina que
propagamos, limitamo-nos
a convidar ao estudo:
indicamos o método,
apontamos as leis,
lembramos os escolhos e
aconselhamos os meios de
os evitar. (Obra
citada, cap. IV -
Médiuns e Mediunidades.)
(Continua no próximo
número.)
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