No dia 7 de maio de 1974, a
sessão solene da Assembleia
Legislativa do Estado de
Goiás revestiu-se de
singular significação e
invulgar brilho, com a
presença de Chico Xavier.
Depois de todas as saudações
às autoridades ali presentes
e de seu discurso de
abertura, Chico começa a
responder a mais de trinta
questões que lhes foram
propostas, entre elas:
- Se determinadas
enfermidades são provas para
a regeneração dos Espíritos
reencarnados, por que
permitem os mensageiros da
Vida Superior o aparecimento
de agentes medicamentos que
suprimem a dor?
Ele respondeu:
- Os Espíritos amigos
asseveram sempre que a dor
não é filha da Lei Divina. A
dor, dizem eles, é uma
criação nossa. Explicam que
toda a ciência médica
procede da misericórdia de
Deus, em favor de nós
outros, neste mundo, quando
infernizamos a própria
consciência.
Criamos o processo culposo,
atingimos o Mais Além,
encontramo-nos doentes, à
feição de criaturas que
transportam em si o
purgatório, ou aquilo que
podemos considerar como
sendo o lado infernal da
vida e Deus nos concede a
medicina para que, na Terra,
possamos aliviar o
sofrimento ou curá-lo
conforme o mérito ou o
esforço que vamos
adquirindo.
Por isso mesmo, a anestesia
é uma conquista da ciência
médica em favor da
humanidade, demonstrando que
o Senhor de Justiça e
Misericórdia não nos quer
sofredores, conquanto não
possa exonerar-nos da
autorredenção.
Fonte: Chico Xavier em
Goiânia. Grupo Espírita
Emmanuel – Sociedade Civil
Editora.
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