Por que o mundo precisa
de líderes?
No
livro “O Monge e o
Executivo”, do autor
James C. Hunter, uma
definição interessante
de liderança nos chama a
atenção, deixando claro
pela própria definição o
porquê de o mundo
precisar de líderes:
“liderança é a
habilidade de
influenciar pessoas para
trabalharem
entusiasticamente
visando atingir aos
objetivos identificados
como sendo para o bem
comum”.
Evidente que não somente
dentro dos ambientes
empresariais podemos e
devemos influenciar
pessoas para se atingir
objetivos que beneficiem
pessoas, já que vivemos
numa sociedade e
precisamos tanto uns dos
outros. É como um jogo
de engrenagem que quando
uma peça não está
funcionando corretamente
afeta o funcionamento de
todo o sistema.
No dia a dia é possível,
e já existem muitas
pessoas se comportando
dessa forma, exercer um
tipo de conduta que
sirva de exemplo e
inspire às pessoas a
terem atitudes mais
positivas e mais
humanas. Atitudes que
beneficiem a todos, num
círculo virtuoso,
transformando a
sociedade que vivemos em
um lugar de seres que se
respeitem como iguais e
não com uma pretensa
superioridade.
Este tipo de
comportamento reflete
cidadãos maduros,
seguros de suas
qualidades e em paz com
seus defeitos, ainda que
na busca constante de
melhorar-se. São pessoas
que não se frustram com
suas limitações,
enxergando estas como
fator propulsor de
progresso. Elas se
respeitam e, portanto,
conseguem respeitar a
todos ao seu redor com
muita facilidade.
Não vivem em estado de
competitividade desleal,
aquela competitividade
agressiva, desgastante e
que reflete mais
insegurança. Pois têm
consciência de que o
sucesso, em todos os
setores da vida, é
consequência de se dar o
melhor de si e vem no
tempo certo. É
consequência da
autolapidação, de se
manter foco nos seus
objetivos sem a
necessidade de se perder
energias humilhando
aqueles que supostamente
lhe ofereceriam perigo.
Liderar, dentro deste
conceito citado no
primeiro parágrafo, é
extremamente
gratificante, pois
diferentemente de
chefiar, aquele que
lidera acaba sendo
admirado e recebendo por
isto mesmo os bons
fluidos emanados por
todos aqueles que são
beneficiados pelas
atitudes do líder. Já
que este conduz os
liderados para um
patamar diferente de
compreensão da vida,
fazendo-os enxergar que
a suposta obrigação é
benéfica, primeiramente,
para quem a exerce.
O líder, diferentemente
do chefe, atrai
simpatia, é querido e
admirado. E quem não
precisa de um sorriso na
sua caminhada? Quem não
precisa de compreensão,
já que somos todos
falíveis? Quem não
precisa de um ombro
amigo?
Desta forma, os
liderados sentem-se
úteis ao invés de
escravizados. E a
liberdade, como algo
intrínseco ao ser
humano, é um fator que,
quando desprezado, causa
revolta. E, portanto,
balbúrdia.
Já o
respeito pelo semelhante
desperta neste a atitude
de respeito.
Desperta-se, desta
forma, o melhor do
próximo através do
melhor de cada um. Sem
desgastes, sem
conflitos. Mas com a
força poderosíssima do
exemplo.