Um leitor pergunta-nos
acerca da expressão “passe
magnético” e o que, em
verdade, ela significa.
Essa expressão não é uma
criação espírita. O
movimento espírita a
importou dos estudos e das
experiências de Franz Anton
Mesmer (1733-1815), médico
austríaco, que entendia que
todo ser vivo é dotado de um
fluido magnético capaz de
ser transmitido a outra
pessoa, estabelecendo-se, em
face disso, influências
psicossomáticas recíprocas,
inclusive com fins
terapêuticos.
Quanto ao vocábulo “passes”,
eis seu significado, de
acordo com o nosso principal
léxico: ato de passar as
mãos repetidamente ante os
olhos de uma pessoa para
magnetizá-la, ou sobre parte
doente de uma pessoa para
curá-la.
Dos estudos de Mesmer,
surgiu a expressão
“magnetismo animal”.
Allan Kardec, mesmo antes de
conhecer o Espiritismo, foi
adepto das ideias de Mesmer
e profundo conhecedor do
Magnetismo, como ele próprio
informou em uma de suas
obras.
Segundo ele, a expressão
“magnetismo animal” (do
grego e do latim magnes –
ímã) surgiu por analogia com
magnetismo mineral, embora
tal analogia seja apenas
aparente. Alguns estudiosos
a substituíram pelo vocábulo
mesmerismo, mas essa ideia
não prevaleceu.
Em seu livro Instruções
Práticas sobre as
Manifestações Espíritas,
publicado no ano de 1858, o
codificador do Espiritismo
assim definiu magnetismo
animal: “Ação recíproca de
dois seres vivos por
intermédio de um agente
especial chamado fluido
magnético”.
Por essa mesma época, Kardec
formulou aos Espíritos uma
questão específica a
respeito desse agente
especial chamado fluido
magnético.
Ei-la:
- De que natureza é o agente
que se chama fluido
magnético? “Fluido vital,
eletricidade animalizada,
que são modificações do
fluido universal.” (O
Livro dos Espíritos, questão
427.)
O tempo passou e, exatamente
100 anos depois, ou seja, em
1958, André Luiz, no livro
Evolução em Dois Mundos,
confirmou a informação dada
por Kardec e, como sabemos,
ampliou-a, esclarecendo que
o fluido magnético,
transmitido por uma pessoa a
outra, atua sobre as células
do corpo do paciente,
particularmente as
sanguíneas e as
histiocitárias,
determinando-lhes o nível
satisfatório, a migração ou
a extrema mobilidade, a
fabricação de anticorpos ou,
ainda, a improvisação de
outros recursos combativos e
imunológicos, na defesa
contra as invasões
bacterianas e na redução ou
extinção dos processos
patogênicos. (Evolução em
Dois Mundos, 2ª Parte, cap.
XV, pp. 201 a 203.)
Em face disso, não é difícil
compreender a ação do
chamado passe magnético e
entender por que ele, quando
benéfico, nos faz tão bem.
Que o leitor não estranhe
quando dizemos “benéfico”,
porquanto o passe pode ser
nulo e até maléfico.
Este último pode se dar
quando o aplicador do passe
se encontra com estado de
saúde precário, com o
organismo intoxicado por
excesso de alimentação ou
vícios (como fumo, álcool,
drogas), ou quando esteja em
estado de desequilíbrio
espiritual (revolta, raiva,
orgulho etc.) e, nesses
casos, o paciente esteja com
suas defesas nulas.
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