Médiuns e
Mediunidade
Cairbar
Schutel
(Parte 20 e final)
Concluímos nesta edição
o
estudo metódico e sequencial do livro
Médiuns e Mediunidade,
de autoria de
Cairbar Schutel,
publicado originalmente
em 1923 pela Casa
Editora O Clarim, de
Matão (SP). O estudo
baseou-se na 7ª edição
da obra, publicada em
1977.
Questões preliminares
A. Que diferença existe
entre fenômenos anímicos
e fenômenos espíritas?
Fenômenos anímicos são
os produzidos pelos
próprios Espíritos
encarnados. Fenômenos
espíritas são os
produzidos pelos
Espíritos desencarnados.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. XXXIX - Fenômenos
anímicos e espíritas.)
B. O sobrenatural
existe?
Não. Nenhum fato, nenhum
fenômeno na Natureza
pode ser classificado de
sobrenatural. Desde que
um fato seja verificado,
uma modalidade seja
notada, um fenômeno se
produza, é quanto basta
para necessariamente
haver uma lei que o
regule, uma norma que o
subordine. E essa Lei,
essa norma, pertencem ao
patrimônio da Natureza,
são do seu domínio, não
podem desintegrar-se.
O sobrenatural é
palavra que não tem
significação quando se
refere aos fenômenos
psíquicos, porque tais
fenômenos são reais e
constituem uma realidade
que a Natureza contém e
exibe. (Médiuns e
Mediunidade, cap. XL - O
sobrenatural e os
fenômenos psíquicos.)
C. Como Cairbar Schutel
define o Espiritismo em
seus três conhecidos
aspectos – ciência,
filosofia e religião?
O Espiritismo, diz
Cairbar Schutel, é
Ciência vasta, imensa,
luminosa, que destrona o
sobrenatural e faz
desaparecer o mistério.
Ele nos revela a
existência do Mundo
Espiritual, e com o
auxilio da Mediunidade,
liga os dois Mundos, o
Mundo dos Vivos ao Mundo
dos Mortos, para assim
nos dar a ampla
significação da Vida.
Como Religião, é o
fac-símile da Doutrina
de Jesus; como
Filosofia, nenhuma
resiste ao seu
confronto, porque ela
não se baseia em
hipóteses, mas, sim, nos
seus fatos inconcussos,
verificados em todas as
partes do mundo.
(Médiuns e Mediunidade,
Conclusão.)
Texto para leitura
323. O Espiritismo
abrange, em seus
ensinamentos, toda a
fenomenologia psíquica
que se traduz pelos
fatos anímicos e fatos
propriamente espíritas,
porque tanto uns como
outros têm por causa a
Alma, o Espírito, cuja
existência e
imortalidade a Religião,
a Ciência e a Filosofia
Espírita demonstram.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. XXXIX - Fenômenos
anímicos e espíritas.)
324. Fenômenos anímicos
são os produzidos pelos
próprios Espíritos
encarnados. Fenômenos
espíritas são os
produzidos pelos
Espíritos desencarnados.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. XXXIX - Fenômenos
anímicos e espíritas.)
325. Em face disso, os
fenômenos de
desdobramento e
bilocação, bem assim
diversas manifestações
que se dão por via
mediúnica, podem ser
produzidos por Espíritos
encarnados. (Médiuns
e Mediunidade, cap.
XXXIX - Fenômenos
anímicos e espíritas.)
326. A Sociedade de
Investigações Psíquicas,
de Londres, registra
inúmeros casos de
aparições, de
materializações, de
fenômenos anímicos.
Gabriel Delanne escreveu
dois grossos volumes
sobre as Aparições dos
Vivos e dos Mortos. No
livro A Alma é
Imortal, de Gabriel
Delanne, o estudante do
Espiritismo adquirirá os
conhecimentos que muito
concorrerão para o
estabelecimento da Fé
Verdadeira. (Médiuns
e Mediunidade, cap.
XXXIX - Fenômenos
anímicos e espíritas.)
327. O sobrenatural é
palavra que não tem
significação quando se
refere aos fenômenos
psíquicos. Tais
fenômenos são reais,
ninguém ousou ainda
negá-los; logo,
constituem uma realidade
que a Natureza contém e
exibe. (Médiuns e
Mediunidade, cap. XL
- O sobrenatural e os
fenômenos psíquicos.)
328. Nenhum fato, nenhum
fenômeno na Natureza
pode, pois, ser
classificado de
sobrenatural. Desde que
um fato seja verificado,
uma modalidade seja
notada, um fenômeno se
produza, é quanto basta
para necessariamente
haver uma lei que o
regule, uma norma que o
subordine. E essa Lei,
essa norma, pertencem ao
patrimônio da Natureza,
são do seu domínio, não
podem desintegrar-se.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. XL - O
sobrenatural e os
fenômenos psíquicos.)
329. Os partidários da
sobrenaturalidade,
apregoando a objeção do
sobrenatural para os
fatos espíritas, querem
relegar tais fenômenos
para as regiões do
mistério, tornando-os,
assim, impenetráveis ao
estudo e à pesquisa
humana. Mas as
experiências e estudos
empreendidos na esfera
da Fenomenologia
Espírita e Anímica,
feitos por centenas de
celebridades
científicas, dão a
conhecer, nessas
manifestações, um
princípio imperecível
existente no organismo
humano, princípio que
pode exteriorizar-se e
que pela morte se
desintegra, mas subsiste
como unidade, como
individualidade.
(Médiuns e Mediunidade,
cap. XL - O
sobrenatural e os
fenômenos psíquicos.)
330. Em face disso, a
palavra sobrenatural não
passa de uma fantasia,
com pretensões de
ensombrar a Ciência e a
Verdade. (Médiuns e
Mediunidade, cap. XL
- O sobrenatural e os
fenômenos psíquicos.)
331. O Espiritismo é
Ciência vasta, imensa,
luminosa, que destrona o
sobrenatural e faz
desaparecer o mistério.
Ele nos revela a
existência do Mundo
Espiritual, e com o
auxilio da Mediunidade,
liga os dois Mundos, o
Mundo dos Vivos ao Mundo
dos Mortos, para assim
nos dar a ampla
significação da Vida.
(Médiuns e Mediunidade,
Conclusão.)
332. Como Religião, o
Espiritismo é o
fac-símile da Doutrina
de Jesus; como
Filosofia, nenhuma
resiste ao seu
confronto, porque ela
não se baseia em
hipóteses, mas, sim, nos
seus fatos inconcussos,
verificados em todas as
partes do mundo.
(Médiuns e Mediunidade,
Conclusão.)
333. Oxalá este livro
possa auxiliar o leitor
na pesquisa dos seus
destinos imortais, ainda
que a nossa
insuficiência não nos
tivesse permitido fazer
obra mais completa,
embora em síntese, das
obras do Mestre. Mas,
praza aos céus que os
Espíritos do Senhor
preencham no ânimo dos
leitores as lacunas que
deixamos e os vivifiquem
com os benéficos
eflúvios da
Imortalidade.
(Médiuns e Mediunidade,
Conclusão.)
334. Ao deixar cair da
nossa pena os votos que
do íntimo da alma
fazemos por todos
aqueles que buscam a
Verdade, lembramo-nos de
uma mensagem dada em
Paris a Allan Kardec,
pelo luminoso Espírito
que chamamos de Vicente
de Paulo. Servirá de
remate a este
despretensioso
trabalho:
"Meus amigos. O mundo
material e espiritual
que conheceis tão pouco
ainda, formam como que
duas conchas da balança
perpétua. Até hoje as
nossas religiões, as
nossas leis, costumes e
paixões, têm por tal
modo feito pender a
concha do mal, que este
persiste reinando na
Terra.
Séculos se sucedem e a
mesma queixa se exala
dos lábios do homem, e a
sua conclusão fatal é
que Deus é injusto.
Alguns há que chegam a
negar a sua existência.
Vedes tudo aqui e nada
além; o supérfluo
acotovelando a
necessidade; o ouro
brilhando ao lado do
lodo; todos os mais
revoltantes contrastes
que vos deveriam provar
a dupla natureza.
Donde vem isso?
De quem é a culpa?
Eis o que cumpre indagar
com calma e
imparcialidade. E quando
se quer com sinceridade,
encontra-se a Verdade.
Pois, apesar desse
domínio do mal sobre o
bem, por culpa vossa,
porque não vedes tudo o
mais obedecendo à rota
traçada por Deus?
Transformam-se acaso as
estações? Os calores se
chocam bruscamente bom
os frios? A luz do Sol
deixa de alumiar a
Terra? A Terra esquece
em seu seio as sementes
que o homem aí depôs?
Acaso cessam os milhares
de fenômenos perpétuos
que se produzem diante
dos vossos olhos, desde
o aparecimento da erva
ao da criança, que é o
homem do futuro?
Tudo do lado de Deus
caminha bem, e, da parte
do homem, prossegue mal.
Que remédio haverá para
isso?
Muito simples: chegar-se
a Deus, amar, unir-se e
seguir pacificamente o
caminho cujos marcos se
vêm com os olhos da Fé e
da Consciência."
(Médiuns e Mediunidade,
Mensagem final.)
Fim
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