Chico Xavier, na plenitude
de seus 70 anos de idade,
contabilizava milhares de
cartas psicografadas de
mortos à suas famílias e
cerca de 2 mil instituições
de caridade, ajudadas ou
mantidas graças aos direitos
autorais dos livros vendidos
ou das campanhas
beneficentes promovidas por
ele. E na sua singeleza,
sempre que indagado,
respondia com bom humor:
Porta-voz de Deus? "Uma
besta encarregada de
transportar documentos dos
espíritos", reagia.
Um iluminado? "Não. Uma
tomada entre dois mundos",
minimizava.
Chico Xavier, o apóstolo?
"Nada disso. Cisco Xavier" -
ele sempre usava esse
trocadilho com o nome!
Indicado ao Prêmio Nobel da
Paz em campanha nacional
embalada por mais de 2
milhões de assinaturas de
adesão em 1981, repetia:
"Sou um nada. Menos do que
um nada", para se defender
de tanto assédio e evitar
uma armadilha perigosa: a
vaidade.
Do livro As Vidas de
Chico Xavier, de Marcel
Souto Maior, 2ª edição,
2003.
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