Um amigo pergunta-nos se
existe relação entre
paganismo e politeísmo.
Antes de responder, é
importante lembrar que
politeísmo implica a crença
em uma pluralidade de deuses
ou a adoração de mais de um
deus.
Como tal crença surgiu e
floresceu no mundo em que
vivemos?
Segundo lemos na questão 667
d´O Livro dos Espíritos,
a concepção de um Deus único
não poderia existir no homem
senão como resultado do
desenvolvimento de suas
ideias.
A palavra Deus tinha, entre
os antigos, acepção muito
ampla e não indicava, como
presentemente, uma
personificação do Senhor da
vida. Era uma qualificação
genérica, que se dava a todo
ser existente fora das
condições da Humanidade, o
que é fácil de verificar
estudando atentamente os
atributos das divindades
pagãs.
Entre os vários fatores
responsáveis pela crença na
multiplicidade de deuses
devemos salientar: a) a
personificação das forças da
natureza e sua consequente
elevação ao reino da
divindade; b) a divinização
de antepassados e heróis; c)
a centralização política dos
grandes Estados, provocando
a fusão e a unificação de
culturas e crenças.
Disso derivaram os três
principais sistemas do
politeísmo: a idolatria –
adoração de muitos deuses
personificados por ídolos
grosseiros; o sabeísmo –
culto dos astros e do fogo;
e o feiticismo ou fetichismo
– adoração de tudo quanto
impressiona a imaginação e a
que se atribui poder.
O vocábulo paganismo é
comumente utilizado como
sinônimo de politeísmo. Em
essência, ele o é mesmo,
mas, do ponto de vista
histórico e teológico, não.
Quando os governantes de
Roma consagraram o
Cristianismo como a nova
religião do Império Romano,
os não cristãos foram
chamados de pagãos – adeptos
do paganismo. Acabaram então
sendo generalizados como
pagãos tanto os politeístas
propriamente ditos como os
monoteístas não cristãos.
Estudando as origens do
politeísmo e do paganismo,
Emmanuel em seu livro A
Caminho da Luz diz que a
gênese de todas as religiões
da Humanidade teve origem no
coração de Jesus, em face,
evidentemente, de ser ele o
diretor espiritual do orbe
terrestre. Devido a isso, de
tempos em tempos, o Mestre
tem enviado mensageiros à
Terra para ensinar e
difundir as verdades
evangélicas, que são
recepcionadas e
interpretadas segundo o
nível evolutivo de cada
época.
A história da China, da
Pérsia, do Egito, da Índia,
como a dos árabes, dos
israelitas, dos celtas, dos
gregos e dos romanos, está
alumiada pela luz dos seus
poderosos emissários e
muitos deles tão bem se
houveram no cumprimento dos
seus deveres, que foram
havidos como sendo o próprio
Cristo em reencarnações
sucessivas e periódicas.
Sobre o assunto, sugerimos
aos interessados que leiam
as questões 667 e 668 d´O
Livro dos Espíritos, de
Allan Kardec.
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