Entrevista: Joel
Francisco Pires
e Eduardo Corrêa
Borges
Feira do Livro
Espírita atinge
sua 40ª edição
no interior
paulista
A importante
cidade de São
José dos Campos
completa 40 anos
de realização de
sua Feira do
Livro Espírita
em praça pública
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Joel Francisco
Pires e Eduardo
Corrêa Borges
(fotos), os
entrevistados
desta semana,
nasceram no
Estado de Goiás
mas estão
radicados há
vários anos em
São José dos
Campos-SP, onde
participam de
diversas
atividades
espíritas. Joel
Francisco, que é
Técnico
Mecânico, atua
no Departamento
de Qualidade de
preparação para
voo. Eduardo
Corrêa é
Engenheiro
Mecânico
Aeronáutico e
ambos trabalham
na Embraer,
conhecida
mundialmente
pelas aeronaves
que constrói.
Envolvidos com a
laboriosa equipe
que
|
realiza a Feira
do Livro
Espírita da
cidade, que está
completando este
ano sua 40ª
edição, eles
falam sobre esse
importante
evento,
trazendo-nos
informações
importantes que
merecem ser
conhecidas dos
nossos leitores. |
1ª Parte:
Entrevista com
Joel Francisco
Pires
Qual a data e o
local da 40ª
Feira do Livro
Espírita?
Tradicionalmente
ela realiza-se
dez dias antes
do feriado de 7
de setembro, na Praça
Cônego Lima, no
centro da
cidade, sendo
promovida, em
conjunto, pela USE
Intermunicipal e
a Aliança
Espírita
Evangélica de
São José dos
Campos.
Atingindo 40
anos de
realização, qual
foi até agora a
experiência mais
marcante?
A experiência
mais marcante é
a crescente
unificação, que
permite unir
colaboradores da
USE, Aliança
Espírita e
entidades
Independentes,
numa visão
realizadora de
trabalho em
equipe em torno
do Livro
Espírita.
Quais as
maiores
dificuldades
enfrentadas
nesses anos
todos?
Entre outros
desafios,
destacamos a
falta de
recursos; a
formação das
equipes, que
reúnem os
voluntários,
mensalmente aos
sábados pela
manhã; a
preparação do
stand; o
planejamento; a
necessidade de
cumprir
fielmente o
cronograma; a
aquisição dos
livros...
E quais as
maiores alegrias
colhidas?
A maior alegria
é divulgar a
doutrina do
Mestre, fazendo
amigos e unindo
os espíritas. As
amizades que se
formam são algo
gratificante...
É um aprendizado
para a vida. Os
trabalhadores
costumam dizer
que a teoria
aprendemos nos
estudos, porém
na Feira a gente
exercita a
convivência
fraterna
necessária para
o crescimento
efetivo...
Há algum fato
curioso a
relatar que
tenha se
destacado nesses
40 anos?
Sim.
Um jovem com
distúrbios
mentais fugiu da
clínica e veio
até o stand da
feira dizendo
que estava com
muita saudade da
namorada.
Solicitou uns
biscoitos e um
cafezinho, pois
desejava ir em
busca de sua
amada. Enquanto
esse lanche foi
consumido, o Sr.
José Nunes e Sr.
Carlos Magno
(pioneiros da
FLE)
aproveitaram
para utilizar a
fluidoterapia,
enquanto fomos
discretamente
chamar ajuda do
resgate, que
reconduziu o
jovem. Ao falar
com a equipe do
plantão médico,
foi-nos
informado que já
estavam à
procura do
paciente já
fazia algum
tempo.
A Feira do Livro
é sempre anual,
ocorre sempre na
mesma época ou
já sofreu alguma
modificação
nesse programa
de realizações?
A USE São José
dos Campos
realizou-a
sempre
anualmente faz
39 anos, sendo
que, até se
conseguir
reconhecimento
oficial, pois
hoje a Feira faz
parte do
calendário de
eventos do
município, ela
foi realizada em
locais
diferentes. Mas
desde 1982
acontece na
praça Cônego
Lima, na região
central de São
José dos Campos.
Até a realização
das primeiras
Feiras em Praça
Pública, o
período de
realização
ocorria no mês
de outubro,
celebrando-se
com isso, ao
mesmo tempo, o
aniversário de
Kardec. Mas
devido à
coincidência com
o período de
chuvas em nossa
região, optamos
por realizá-la
numa época mais
seca, ou seja,
em fins de
agosto.
A Feira
mantém estoque
de livros ou
todo ano efetua
compras? Nesse
caso, os livros
vêm a título de
consignação ou
na forma de
compra?
A Feira do Livro
não mantém
estoque de
livros. Em 2010,
conseguimos
condições de
prazos e
pagamentos junto
aos amigos
Editores e
Distribuidores
que viabilizaram
a realização da
venda de mais de
10.500 livros.
2ª Parte:
Entrevista com
Eduardo Corrêa
Borges
Você considera
que os filmes
Chico Xavier
e Nosso Lar
tiveram
influência na
presença de
público na Feira
de 2010?
Não há dúvida.
Duas evidências
disso é que
excedemos o
melhor resultado
registrado
anteriormente,
em termos de
vendas de
livros, em cerca
de 40%. Além
disso, o número
de exemplares do
livro Nosso
Lar vendidos
superou de longe
o que
esperávamos. Ao
todo foram
vendidos 166
exemplares deste
livro.
A
experiência com
autores e os
autógrafos de
livros tem sido
positiva?
Sim.
Sempre foi, não
somente pelos
livros do
próprio autor,
mas para atrair
a atenção do
público para a
Feira. Os
eventos criam
uma movimentação
e interesse
muito positivos.
Na
divulgação do
evento, quais os
mecanismos
utilizados?
Este ano, a
novidade foram
10.000 encartes
em um Jornal
Regional. Usamos
também
diferentes
emissoras de
Rádio e o
próprio
Movimento
Espírita tem um
programa de TV,
além da própria
divulgação nas
diferentes
instituições
espíritas.
Há alguma
programação
especial para
2011 visando aos
40 anos do
evento?
Podemos dizer
que a primeira
reunião de
organização da
próxima FLE, a
que comemora 40
anos, começou em
outubro, quando
foram escolhidos
os nomes para
coordenação da
Feira de 2011. A
programação de
eventos começa a
partir disto.
Agora estamos
todos sonhando
com os eventos
para a
comemoração dos
40 anos.
Há algo
mais que queira
acrescentar?
Agradecemos a
Jesus a
oportunidade de
estarmos
trabalhando
neste Projeto
FLE, que tem um
alcance difícil
de ser
mensurado. A
outra coisa é
que sempre que
olho o que
conseguimos
realizar enxergo
com gratidão o
trabalho dos
pioneiros, que
vieram antes de
nós, alguns que
chegamos a
conhecer de
perto. Sempre
penso que, se
hoje o trabalho
ainda é árduo,
como seria para
aqueles que
começaram e
acreditaram no
fruto que
apareceria mais
tarde?!